Os ecopontos de Araçatuba deram destino correto a mais de 20 mil toneladas de resíduos em menos de um ano de funcionamento ininterrupto. O balanço, referente ao período de abril de 2025 a março de 2026, mostra o impacto das unidades na limpeza urbana e na redução do descarte irregular em ruas, calçadas e terrenos baldios.
As unidades funcionam todos os dias e recebem gratuitamente pequenos volumes de entulho, restos de capina e poda, móveis, eletrodomésticos, madeira, plástico, metal, vidro, papel, papelão, lâmpadas e baterias domésticas. Cada morador pode levar até um metro cúbico de material por dia, volume equivalente a um quarto de caçamba ou a uma caixa d’água de mil litros.
Segundo a Prefeitura, a estrutura tem contribuído para mudar o comportamento da população em relação ao descarte de resíduos. No ano passado, o município gastou mais de R$ 2,9 milhões com a limpeza de pontos de descarte irregular espalhados pela cidade. Sem o volume recebido pelos ecopontos, esse custo poderia ser ainda maior.
A operação das unidades é feita pela empresa Monte Azul Ambiental. O custo mensal é de R$ 46.574,97 por ecoponto, o que totaliza quase R$ 233 mil por mês para manter estrutura, transporte e caçambas. Para a administração municipal, o investimento resulta em uma cidade mais limpa, com redução de passivos ambientais e melhoria da qualidade de vida nos bairros.
O secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Marcelo Fernando Marques, afirmou que o resultado representa um avanço na gestão de resíduos sólidos. “Mais de 20 mil toneladas de resíduos tiveram destino correto em menos de um ano. Isso representa menos entulho em terrenos vazios, menos lixo nas ruas e mais saúde para a população”, disse.
Além do impacto na limpeza urbana, os ecopontos também ajudam a reduzir riscos ambientais e problemas de saúde pública. O descarte correto evita que resíduos sejam lançados em áreas verdes, margens de córregos ou próximos a bocas de lobo. A medida também reduz pontos de acúmulo de água parada e locais favoráveis à proliferação de pragas urbanas e mosquitos transmissores de dengue, zika e chikungunya.
Mesmo com os resultados positivos, o município ainda enfrenta o descarte inadequado dentro das próprias unidades. Em alguns casos, moradores deixam entulho, móveis e outros materiais no chão, ao lado das caçambas. A prática é proibida e compromete o funcionamento do serviço.
Quando o descarte ocorre fora dos recipientes, a operação fica mais lenta e mais cara. Além do caminhão responsável pela troca das caçambas, é necessário mobilizar uma retroescavadeira, outro veículo e uma equipe específica para recolher o material deixado em local impróprio.
Atualmente, quem for flagrado descartando resíduos em desacordo com a legislação pode ser multado em R$ 474,10. Uma nova lei, já aprovada pela Câmara Municipal e aguardando sanção do Executivo, prevê multas entre R$ 1 mil e R$ 20 mil, conforme a gravidade da infração.
Araçatuba conta com cinco ecopontos distribuídos em regiões estratégicas: Lago Azul, Claudionor Cinti, São José, Country e Fundadores. A população também pode denunciar descartes irregulares à Guarda Municipal, pelo telefone 153, à Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, pelo número (18) 3607-6550, à Polícia Ambiental, pelo telefone (18) 3622-1250, ou pelo sistema Araçatuba Digital.
