O deputado federal Fernando Marangoni, de 46 anos, foi conduzido na manhã desta quarta-feira (1º) à Delegacia de Defesa da Mulher de Santo André, na região do ABC Paulista, suspeito de agredir a própria esposa durante um desentendimento ocorrido no apartamento do casal.
De acordo com informações iniciais, vizinhos teriam ouvido gritos vindos do imóvel e acionado a polícia. Após a chegada das equipes, o parlamentar foi encaminhado à delegacia para prestar esclarecimentos. Fontes policiais confirmaram o registro da ocorrência.
A esposa do deputado, a médica Fabiana Marangoni, se manifestou sobre o episódio em um vídeo enviado à imprensa. Segundo ela, houve uma discussão entre o casal que resultou em agressão física.
“Sim, nos desentendemos. Houve, sim, agressão física. Eu apenas quero que ele saia do apartamento”, declarou.
Mudança recente de partido e atuação política
O parlamentar havia se filiado recentemente ao Podemos, após se desfiliar do União Brasil na terça-feira (31). Antes de assumir o mandato na Câmara dos Deputados, ele atuou como secretário de Habitação e Regularização Fundiária de Santo André e também ocupou o cargo de secretário executivo de Habitação do Estado de São Paulo.
Além da atuação política, Marangoni é professor universitário, advogado e doutor em Ciências Sociais, com trajetória voltada a políticas públicas habitacionais e sociais.
Projeto de lei sobre violência doméstica ganhou destaque recente
Recentemente, o deputado foi relator de um projeto de lei aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados que prevê a prisão imediata de agressores que descumprirem medidas protetivas em casos de violência doméstica.
Em suas redes sociais, o parlamentar havia defendido a proposta, destacando a importância de proteger mulheres em situação de vulnerabilidade e reforçar o cumprimento das decisões judiciais.
Caso segue sob investigação
O caso será apurado pelas autoridades policiais, que devem ouvir as partes envolvidas e analisar as circunstâncias do ocorrido. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre eventual pedido de medida protetiva ou outras providências judiciais relacionadas ao episódio.
A Delegacia de Defesa da Mulher segue responsável pela condução das investigações.
