O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nomeou o influenciador conservador Nick Adams como enviado presidencial especial para turismo, excepcionalismo e valores americanos. O cargo, de caráter diplomático e simbólico, tem como objetivo promover a imagem do país no exterior e reforçar narrativas sobre os valores e a cultura americanos.
Adams, de 41 anos, nasceu na Austrália e foi vice-prefeito de Sydney antes de se mudar para os Estados Unidos. Ele obteve cidadania americana em 2021 e se tornou conhecido nas redes sociais por seu alinhamento ao movimento Make America Great Again (MAGA) e por sua proximidade com Trump, que escreveu o prefácio de seu livro “Alpha Kings”.
A nomeação ocorre após uma tentativa frustrada de Adams de assumir a embaixada dos Estados Unidos na Malásia. Em julho do ano passado, Trump indicou o influenciador para o posto diplomático no país asiático, de maioria muçulmana. A indicação provocou protestos em Kuala Lumpur por causa de comentários considerados islamofóbicos feitos por Adams nas redes sociais. Sem confirmação pelo Senado, a indicação foi devolvida ao presidente em janeiro.
Conhecido por declarações provocativas, Adams costuma se apresentar como um “macho alfa” e afirma defender papéis tradicionais de gênero. Em publicações nas redes sociais, ele já afirmou que busca mostrar aos jovens americanos “o que significa ser um verdadeiro macho alfa no mundo hiperfeminino de hoje”.
“Sim, eu como bifes malpassados, amo a América, apoio incondicionalmente Trump, levanto pesos extremamente pesados, tenho o físico de um deus grego e um QI de 180″.
Em uma de suas mensagens, também declarou admirar Trump e afirmou ter sido escolhido para “reacender o amor pela América” dentro e fora do país. “O maior presidente que já vimos me confiou a missão de contar essa história de perto e de longe, de reacender o amor pela América em casa e reacender o farol sagrado no topo da cidade brilhante na colina para que o mundo inteiro veja”
A promoção de Adams ocorre em um momento em que a imagem internacional dos Estados Unidos enfrenta desgaste. Levantamento do instituto Pew Research Center indica que a popularidade do país caiu significativamente em 15 dos 25 países analisados desde o retorno de Trump à Casa Branca. No México, por exemplo, a visão desfavorável sobre os Estados Unidos passou de 29% para 61% no período analisado.
O cenário coincide com eventos de grande visibilidade internacional para o país, como a realização da Copa do Mundo e as comemorações dos 250 anos da independência americana. Ao anunciar o novo cargo, Adams afirmou que pretende atuar como “porta-voz incansável da grandeza americana, em casa e no exterior”.
