Uma fuga cinematográfica mobiliza as forças de segurança de São José do Rio Preto (SP) desde a noite desta quinta-feira (5). Um detento do Centro de Progressão Penitenciária (CPP) conseguiu escapar do segundo andar do Hospital de Base (HB) utilizando uma corda improvisada com lençóis, em um método clássico conhecido no meio prisional como “teresa”.
Luiz Fernando Fantini Manoel Matos, de 43 anos, estava internado na unidade de saúde quando arquitetou a fuga. Segundo informações apuradas, o preso fixou os lençóis amarrados em uma cama do quarto e desceu pela parede externa do prédio, alcançando a rua sem ser impedido por seguranças ou funcionários do hospital.
O fugitivo tem passagens recentes pela Justiça. Em março de 2024, foi condenado a cinco anos de reclusão por tráfico de drogas. Mais recentemente, em novembro de 2025, recebeu outra sentença: um ano e seis meses pelo crime de furto. Em ambos os casos, a Justiça determinou que as penas fossem cumpridas em regime semiaberto, o que permitia sua saída temporária para trabalho e estudo, mas com a obrigação de recolhimento noturno – algo que agora está descumprido.
O motivo da internação hospitalar do detento não foi revelado pelo Hospital de Base, que alegou questões de privacidade do paciente. A instituição, no entanto, informou em nota oficial que tomou todas as providências cabíveis após a fuga, incluindo o registro de um boletim de ocorrência e a comunicação imediata às autoridades policiais e penitenciárias.
Buscas e investigação
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que, até o momento, não há registros formais da ocorrência em seus sistemas integrados, o que indica que as informações ainda estavam sendo inseridas pelas equipes de plantão. Policiais militares realizam diligências pela região na tentativa de localizar o paradeiro do foragido, que segue desaparecido.
O caso também deve ser alvo de uma investigação administrativa para apurar possíveis falhas de segurança no hospital. A fuga levanta questionamentos sobre os protocolos de escolta e vigilância de detentos quando precisam de atendimento médico em ambientes hospitalares civis, especialmente em casos de presos do semiaberto, que geralmente contam com escolta reduzida.
Até a última atualização desta reportagem, não havia pistas sobre o destino de Luiz Fernando Fantini Manoel Matos após deixar o complexo hospitalar. Quem tiver informações sobre seu paradeiro pode fazer denúncias anônimas pelos telefones 190 (Polícia Militar) ou 181 (Disque Denúncia).
