Um tipo de fraude tem se tornado cada vez mais comum: o golpe do falso advogado. Criminosos entram em contato com vítimas, geralmente por WhatsApp, se passando pelo profissional responsável pelo processo. Para ganhar credibilidade, utilizam dados reais, como nome, número do processo e informações da ação.
A abordagem costuma seguir o mesmo roteiro. O golpista informa que há um valor a ser liberado, como uma indenização, mas exige o pagamento antecipado de custas ou taxas. Diante da expectativa de receber dinheiro, muitas vítimas acabam realizando transferências, principalmente via PIX, sem perceber que estão sendo enganadas.
O ponto de alerta é claro: advogados não solicitam pagamentos com urgência por mensagens informais. Qualquer cobrança deve ser feita com transparência, por canais oficiais e com a devida explicação.
Ao receber esse tipo de contato, a orientação é não realizar nenhum pagamento imediato. O correto é procurar diretamente o seu advogado ou o escritório responsável, utilizando os meios de contato já conhecidos.
A informação é a principal forma de prevenção. Em caso de tentativa ou golpe consumado, o registro de ocorrência é essencial.
Mais do que prejuízos financeiros, esse tipo de fraude compromete a confiança na advocacia. E, nesse cenário, cautela nunca é demais.
*Doutora Marylin Pimenta – Advogada atuante em Araçatuba e em toda a região, formada em Direito pela Universidade 9 de Julho (Uninove) em São Paulo, com pós-graduação em Processo Penal e Processo Civil.
