A tragédia que chocou Presidente Prudente em fevereiro teve um desfecho cruel nesta semana. Yara Regina Rodrigues dos Anjos, de 36 anos, morreu na quarta-feira (25) após 40 dias internada no Hospital Regional. Ela havia se jogado de um carro em movimento na noite de 15 de fevereiro, após ser ameaçada de morte pelo companheiro.
De acordo com a Polícia Civil, o motorista do veículo, um homem de 41 anos, confessou em interrogatório que discutia com Yara momentos antes do ocorrido. Ele relatou que, durante a briga, disse que a mataria — e foi nesse momento que a vítima abriu a porta do carro e se lançou para fora. O suspeito fugiu do local em seguida, alegando medo de ser linchado.
Internação e óbito
Yara deu entrada no Hospital Regional às 23h28 de 15 de fevereiro, em estado gravíssimo, com traumatismo craniano após bater a cabeça na queda. Ela permaneceu internada por 40 dias, mas não resistiu. O óbito foi constatado às 22h25 de quarta-feira (25).
O corpo foi velado e sepultado na quinta-feira (26) no Cemitério Parque da Paz, em Presidente Prudente, com a presença de familiares e amigos que acompanharam o caso nas redes sociais.
Prisão e reclassificação do crime
O suspeito foi preso no dia seguinte ao ocorrido, em 16 de fevereiro, e permanece detido desde então. Inicialmente, o caso foi registrado como violência doméstica e tentativa de feminicídio na Delegacia de Defesa da Mulher.
Com a confirmação da morte de Yara, a Polícia Civil informou que o crime foi reclassificado automaticamente para feminicídio consumado, crime hediondo que prevê pena de reclusão que pode chegar de 20 a 40 anos, conforme a gravidade do caso.
O inquérito policial, que antes tramitava como violência doméstica e tentativa de feminicídio, foi aditado para refletir a nova tipificação penal. As investigações seguem para apurar todas as circunstâncias que envolvem a morte da vítima.
