A disputa judicial envolvendo um imóvel na Rua Porangaba, no bairro Jardim Presidente, em Araçatuba, ganhou um novo e grave desdobramento após uma mulher de 32 anos, mãe de um menino de 9 anos que seria, segundo ela, o único herdeiro do imóvel, registrar boletim de ocorrência por ameaça e dano.
De acordo com o registro policial, feito no plantão da Polícia Civil, a vítima relatou que o investigado, um homem de 58 anos, foi até o local e a ameaçou diretamente, dizendo que colocaria fogo em seu carro com ela dentro, além de quem estivesse com ela.
No momento da ameaça, segundo o boletim, a mulher estava acompanhada dos dois filhos pequenos, de 9 e 2 anos. Ela também informou à polícia que teme por sua integridade física e pela segurança das crianças.
Ainda conforme o registro, o suspeito estaria tentando se apoderar do imóvel e já teria causado danos na propriedade, que é alvo de disputa judicial. O caso foi registrado com autoria conhecida e será encaminhado para investigação pela Polícia Civil.
Histórico da disputa
O episódio é mais um capítulo de um conflito que já vinha sendo registrado anteriormente. No dia 1º de março, a mesma mulher procurou a polícia para denunciar invasão de domicílio e negar acusações de ameaça feitas por um casal.
Na ocasião, ela afirmou que o imóvel pertence ao filho, de 9 anos, apontado como único herdeiro de Fernando Augusto de Oliveira. A casa pertenceu a Fernando, assassinado aos 46 anos, em junho de 2023, em um comércio de motos usadas na Rua Bolívia. Na ocasião a atual companheira dele, também foi assassinada. Desde então, a propriedade passou a ser alvo de questionamentos judiciais relacionados à sucessão e à posse.
Segundo a versão apresentada, o casal estaria residindo no local sem autorização do herdeiro legal. Ela também negou qualquer ameaça, afirmando que esteve no endereço apenas para tratar de questões relacionadas à posse do imóvel.
De acordo com a mulher, há documentos que comprovam que o antigo proprietário declarou ser solteiro ao adquirir o bem. Ela também afirma que houve tentativa de reconhecimento de união estável, mas o pedido foi negado pela Justiça.
Enquanto a Polícia Civil apura o caso de ameaça e dano, a disputa pela posse do imóvel segue em tramitação na esfera judicial.
