Uma mãe procurou a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Araçatuba para registrar um boletim de ocorrência relatando um caso de importunação sexual envolvendo sua filha, uma estudante de 14 anos. O acusado seria um inspetor da unidade e outras alunas também teriam passado pelo mesmo constrangimento em outras ocasiões. Acusado foi desligado da unidade escolar.
De acordo com o boletim de ocorrência, a mulher compareceu à delegacia e informou que tomou conhecimento de que, no dia 9 de março, sua filha teria sido vítima de uma conduta inapropriada dentro de uma escola estadual Núcleo Nossa Senhora Aparecida, em Araçatuba.
Segundo consta no boletim de ocorrência, a adolescente relatou que o inspetor de alunos teria praticado uma atitude inadequada durante uma aula de educação física e na presença de outros alunos. Conforme a denúncia, a conduta teria consistido em tocar as partes íntimas da menor utilizando um instrumento utilizado para encher bolas (bomba de ar).
Ainda conforme o relato registrado na polícia, após tomar conhecimento do ocorrido, a mãe foi até a unidade escolar e conversou com a diretora, que informou que o caso seria investigado e comunicado aos superiores hierárquicos do funcionário para adoção das providências cabíveis.
A mãe também relatou à polícia que a filha não deseja retornar à escola, pois se encontra psicologicamente abalada em razão do ocorrido.
A reportagem apurou que a direção da escola teria constrangido a adolescente, ao promover uma acareação entre ela e o acusado deixando os dois frente a frente dentro de uma sala.
Familiares relataram ainda que a diretora da escola teria pedido à aluna para convencer a mãe a não levar o caso adiante na esfera policial e judicial, alegando que teria sido apenas uma brincadeira do inspetor.
Outro lado
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) informa que o Agente de Organização Escolar (AOE) não faz mais parte do quadro de colaboradores da unidade e não poderá celebrar novo contrato para atuar na rede estadual.
Assim que tomou conhecimento do ocorrido, a equipe gestora acionou os representantes regionais do Conviva e a psicóloga que presta atendimento na unidade educacional para acompanhamento do caso e atendimento à estudante.
A URE de Araçatuba segue à disposição da comunidade escolar e colabora com as investigações. A Seduc repudia toda e qualquer forma de assédio, dentro ou fora do ambiente escolar.
