O corpo do empresário Gervasio Tadao Nogahama, de 45 anos, foi encontrado enterrado em uma cova profunda no próprio sítio onde ele vivia, em Salto de Pirapora, no interior de São Paulo. A localização ocorreu nesta sexta-feira (6), uma semana após o desaparecimento, que completava uma semana e mobilizava equipes da Delegacia de Investigações Criminais (Deic) de Sorocaba.
De acordo com as autoridades, o proprietário de uma rede de postos de combustíveis estava desaparecido desde o dia 27 de fevereiro. Dois dias depois, o carro da vítima foi encontrado completamente carbonizado na zona rural de Pilar do Sul, município vizinho, a mais de 30 quilômetros de distância da propriedade onde o corpo foi localizado.
A descoberta do local do sepultamento só foi possível graças a provas obtidas ao longo das investigações. Segundo o delegado seccional Rodrigo Ayres, testemunhas foram ouvidas e indícios levaram os policiais até o sítio, que pertence à própria vítima. Para auxiliar nos trabalhos, foi necessário o uso de uma retroescavadeira, já que a cova era considerada funda.
“Ouvimos familiares, amigos, e seguimos investigando o caso. Obtivemos provas e indícios do local onde estaria enterrado o corpo e conseguimos localizá-lo. Novas diligências seguem em andamento”, detalhou Ayres.
Rastro digital
A família do empresário, ao tentar refazer os últimos passos de Gervasio, identificou que as contas das redes sociais da vítima deixaram um rastro digital por três cidades da região: Pilar do Sul, Sorocaba e Vinhedo. Em uma mensagem enviada a pessoas próximas dois dias antes do desaparecimento, o empresário teria comunicado que estava em São Paulo para um compromisso profissional. Depois disso, no entanto, não houve mais nenhum retorno ou sinal de vida.
As circunstâncias da morte e a motivação do crime ainda são desconhecidas e seguem sob investigação da Deic de Sorocaba. Novas testemunhas devem ser ouvidas nos próximos dias, e a polícia não descarta novas linhas de apuração, incluindo a possibilidade de envolvimento de outras pessoas no sepultamento clandestino e na destruição do veículo.
O corpo do empresário foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exames que possam determinar a causa da morte e auxiliar nas investigações.
