O fim de semana foi de trabalho intenso para os Policiais Penais da região. Duas mulheres foram flagradas tentando entrar com drogas em presídios do Complexo Penal de Mirandópolis e de Valparaíso, nos dias 28 de fevereiro e 1º de março. Ambas tentavam visitar detentos e foram descobertas pelos escâneres corporais utilizados nas revistas de segurança.
Mirandópolis: maconha na região pélvica
No domingo (1º), a mulher de um detento alojado na Penitenciária I “Nestor Canoa”, em Mirandópolis, passava pelo procedimento de revista mecânica por meio do escâner corporal quando apresentou imagem suspeita na região pélvica.
Questionada pelos agentes, a visitante confessou de forma espontânea que transportava entorpecente e entregou um invólucro contendo 62 gramas de substância análoga à maconha. A Polícia Militar foi acionada e encaminhou a mulher ao Plantão Policial para as providências cabíveis.
Valparaíso: cocaína e mais maconha
No sábado (28), uma visitante de detento alojado na Penitenciária do Complexo Penal de Valparaíso também foi flagrada durante o procedimento de revista. O escâner corporal identificou objeto irregular no corpo da mulher.
Ao ser indagada, ela confessou de forma espontânea que levava material ilícito e entregou dois invólucros aos policiais penais. O primeiro continha 85 gramas de um pó branco, aparentando ser cocaína. O segundo, com 70 gramas de substância esverdeada, aparentava ser maconha.
A visitante foi conduzida pela Polícia Militar ao Plantão Policial para as providências legais.
Procedimentos internos
As duas unidades prisionais instauraram procedimentos internos para apuração dos fatos. As investigações devem identificar se houve participação de outros envolvidos no esquema de entrada de drogas nos presídios e quais medidas disciplinares serão aplicadas aos detentos envolvidos.
Os casos reforçam a importância dos equipamentos de segurança utilizados nas revistas em presídios, que têm sido fundamentais para coibir a entrada de materiais ilícitos nas unidades prisionais. Os escâneres corporais são capazes de identificar objetos escondidos em cavidades ou regiões íntimas, impossibilitando que visitantes burlem a fiscalização.
Consequências legais
As duas mulheres responderão pelo crime de tráfico de drogas, com a pena agravada pela tentativa de introdução de entorpecentes em estabelecimento prisional. Elas permanecem à disposição da Justiça para os procedimentos legais cabíveis.
