Um casal foi preso em flagrante na manhã de terça-feira (3) transportando quase 100 quilos de maconha e skunk em um veículo abordado em Olímpia, interior de São Paulo. A ação foi realizada por equipes do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR) da Polícia Militar Rodoviária.
De acordo com informações da corporação, os policiais desconfiaram de um veículo que trafegava pelo km 180 da rodovia Assis Chateaubriand, entre São José do Rio Preto e Olímpia. O carro, que era de locadora, aparentava estar excessivamente pesado – um indício clássico de transporte de grande quantidade de entorpecentes.
Tentativa de fuga
As equipes montaram um bloqueio na rodovia no sentido a Rio Preto para abordar o veículo suspeito. No entanto, o casal percebeu a movimentação policial, desviou a rota e conseguiu fugir do bloqueio, adentrando a cidade de Olímpia.
Os policiais iniciaram imediatamente as buscas pela região e localizaram o veículo no estacionamento de um supermercado da cidade. O casal ainda estava no local, aparentemente tentando se misturar aos clientes do estabelecimento para despistar a polícia.
Droga escondida
Durante a vistoria no carro, os policiais encontraram uma grande quantidade de entorpecentes espalhada por diversos compartimentos do veículo: assoalho, banco traseiro e porta-malas.
Ao todo, foram apreendidos:
- 42 tijolos de maconha
- 112 pacotes de skunk (uma variação mais potente da maconha)
A droga foi pesada e totalizou impressionantes 91,3 quilos. Segundo a polícia, o carregamento está avaliado em aproximadamente R$ 619 mil – um prejuízo significativo para o tráfico na região.
Materiais apreendidos e prisão
Além do carro e das drogas, os policiais apreenderam dois celulares e a quantia de R$ 256 em dinheiro que estava com o casal. O homem e a mulher receberam voz de prisão em flagrante e foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal de São José do Rio Preto, responsável por investigar crimes interestaduais e de maior complexidade.
Eles irão responder pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico – este último agravado pela atuação em dupla, o que configura organização criminosa. As penas, somadas, podem ultrapassar 20 anos de reclusão.
Destino da droga
A Polícia Federal deve agora investigar a origem do carregamento e o destino final da droga. A quantidade apreendida indica que o material abasteceria pontos de venda em cidades da região noroeste paulista, possivelmente ligados a facções criminosas que atuam no estado.
A maconha e o skunk foram encaminhados para perícia e posteriormente deverão ser destruídos por determinação da Justiça.
