Uma carga ilegal de medicamentos proibidos e produtos sem registro foi interceptada na tarde deste domingo (22) pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na Rodovia Transbrasíliana (BR-153), em José Bonifácio (SP). Um homem de 48 anos foi preso em flagrante transportando os produtos escondidos em compartimentos ocultos do veículo.
De acordo com a PRF, a abordagem aconteceu durante uma fiscalização de rotina. O suspeito dirigia uma caminhonete e, ao ser questionado pelos agentes, informou que havia saído de Foz do Iguaçu (PR) e seguia viagem com destino a Goiânia (GO).
Durante a vistoria no veículo, os policiais encontraram grande quantidade de mercadorias armazenadas de forma suspeita. Os produtos estavam escondidos no teto, atrás do banco traseiro e em um compartimento oculto especialmente preparado para dificultar a localização.
No total, foram apreendidas 254 caixas de anabolizantes e androgênicos, 135 frascos de peptídeos, hormônios e moduladores metabólicos, além de 203 canetas aplicadoras. A carga incluía ainda três caixas de canabidiol (CBD), 113 dispositivos de cigarro eletrônico, uma caixa de comprimidos não identificados, 20 unidades de cosméticos e 20 garrafas de vinho.
Parte dos produtos, como os anabolizantes e hormônios, tem comercialização proibida no país ou só pode ser vendida mediante prescrição médica e autorização da Anvisa. Os cigarros eletrônicos também são ilegais no Brasil. Já o canabidiol, embora permitido em alguns casos, exige registro sanitário e importação autorizada, o que não era o caso da mercadoria apreendida.
Diante da flagrante ilegalidade, o suspeito recebeu voz de prisão e foi encaminhado à Delegacia da Polícia Federal em São José do Rio Preto (SP). A caminhonete e toda a carga foram apreendidas e ficarão à disposição da Justiça.
O homem deverá responder pelo crime de tráfico de drogas, já que muitos dos produtos se enquadram na legislação como substâncias sujeitas a controle especial, além de contrabando e descaminho, dependendo da origem e da regularidade dos itens apreendidos. As investigações devem apurar quem seria o destinatário da mercadoria em Goiânia e se há envolvimento de outras pessoas no esquema de distribuição ilegal.
