A morte de Simoni Trigueiro, encontrada dentro da própria casa na manhã desta quinta-feira (26), colocou novamente Andradina no centro de um caso de violência contra a mulher. O crime, ocorrido na Vila Mineira, nas proximidades do cruzamento das ruas Joaquim Antônio Proença e Presidente Vargas, é o segundo feminicídio registrado no município em 2026.
De acordo com a Polícia Civil do Estado de São Paulo, familiares decidiram ir até a residência após dias sem conseguir contato com Simoni. Ao entrarem no imóvel, a encontraram já sem vida. A cena levou à imediata mobilização das forças de segurança e da perícia técnica.
As primeiras análises indicam sinais compatíveis com estrangulamento. Investigadores também identificaram indícios de possível luta corporal dentro da casa, o que reforça a hipótese de que a vítima tenha tentado reagir. Vestígios recolhidos no local serão fundamentais para a reconstrução da dinâmica do crime.
O principal suspeito é o namorado de Simoni, que não foi localizado até o momento e é considerado foragido. Informações preliminares apontam que ele teria deixado o sistema prisional recentemente, dado que ainda é verificado oficialmente pelas autoridades.
A Polícia Civil realiza diligências para localizá-lo e apura se havia histórico de violência ou registros anteriores envolvendo o casal. O corpo foi encaminhado para exame necroscópico, que deverá confirmar a causa da morte e auxiliar na consolidação das provas técnicas.
O caso foi registrado como feminicídio — tipificação aplicada quando o homicídio ocorre em contexto de violência doméstica ou em razão da condição de gênero da vítima. A pena pode chegar a 40 anos de prisão.
As investigações seguem sob sigilo parcial. Informações que possam contribuir com o trabalho policial podem ser repassadas anonimamente pelo telefone 181, do Disque-Denúncia.
