Uma briga por uma garrafa de pinga terminou em tragédia na noite de terça-feira (24) no bairro Parque das Colinas, em Assis, no interior de São Paulo. Samuel da Silva, de 39 anos, morreu após ser espancado pelo proprietário de um mercadinho onde teria furtado um “corote” — como é conhecida a popular garrafinha de bebida alcoólica.
Imagens de câmeras de segurança registraram a ação. Nas filmagens, é possível ver Samuel entrando no estabelecimento, pegando o produto na prateleira e escondendo-o por baixo da camisa, na altura da axila. Ao perceber o furto, o dono do mercado partiu para cima do homem e começou a agredi-lo com vários golpes.
As agressões continuaram mesmo depois que Samuel deixou o local. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu. O comerciante fugiu em seguida e, até a noite desta quarta-feira (25), não havia sido localizado pela polícia.
A Polícia Civil investiga o caso e trabalha localizar o suspeito. A reportagem apurou que o furto foi de um item de baixo valor, o que torna a reação desproporcional e levanta o debate sobre os limites da legítima defesa e os perigos da justiça com as próprias mãos.
Especialistas ouvidos pela reportagem explicam que a legítima defesa só é válida quando há uso moderado de força para repelir uma agressão atual e iminente. No caso, como as agressões continuaram fora do estabelecimento e resultaram em morte, o comerciante deverá responder, em tese, por homicídio qualificado.
