A Vigilância Epidemiológica de Guararapes alertou para o aumento de casos da Síndrome Mão-Pé-Boca no município. Segundo o órgão, 16 notificações recentes da doença foram registradas, o que reforça a necessidade de atenção redobrada por parte de famílias e instituições de ensino.
A Síndrome Mão-Pé-Boca é uma infecção viral comum na infância, especialmente entre crianças menores de cinco anos. Por ser altamente contagiosa, a transmissão ocorre com facilidade em ambientes coletivos, como escolas e creches, principalmente por meio do contato com secreções, objetos contaminados e superfícies compartilhadas.
Os primeiros sintomas costumam incluir febre, falta de apetite e mal-estar. Na sequência, podem surgir aftas e lesões doloridas na boca, além de bolhas nas mãos, pés, nádegas e região genital. Também podem ocorrer dor de cabeça, dor de garganta, vômitos, diarreia, dificuldade para engolir e aumento da salivação.
A orientação das autoridades de saúde é que, ao perceber qualquer um desses sinais, os responsáveis não levem a criança à escola ou creche. O afastamento temporário é fundamental para evitar a disseminação do vírus entre colegas e profissionais da educação.
O diagnóstico deve ser feito por um profissional de saúde. Após a confirmação, recomenda-se manter a criança em repouso, oferecer alimentos pastosos para facilitar a alimentação e garantir hidratação adequada, preferencialmente com líquidos gelados, que ajudam a aliviar o desconforto e a febre.
Entre as principais medidas de prevenção estão a higienização frequente das mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos ou, na ausência destes, com álcool em gel; limpeza e desinfecção de brinquedos, mesas, maçanetas e outros objetos de uso coletivo; além de evitar contato próximo com pessoas infectadas.
A Vigilância Epidemiológica reforça que a prevenção é a forma mais eficaz de conter a propagação da doença e orienta que, em caso de suspeita, a população procure a unidade de saúde mais próxima para avaliação médica.
