Uma mulher de 32 anos procurou a Polícia Civil na noite desta quinta-feira (26) para registrar um boletim de ocorrência por ameaça, em Araçatuba. O caso foi apresentado no plantão policial e está relacionado a uma disputa judicial envolvendo um imóvel na rua Porangaba, no bairro Jardim Presidente, o qual pertencia a um casal assassinado a tiros no dia 23 de junho de 2023, em uma loja de comércio de motos usadas, localizada na rua Bolívia.
De acordo com o registro, a declarante relata que reside há cerca de dois anos em uma casa localizada na Rua Porangaba, após ter recebido autorização do pai para morar no local. O imóvel teria pertencido a Fernando Augusto de Oliveira, que, à época com 46 anos, foi assassinado junto com a esposa, Idalina Scavassa Fernandes Neta, 31.
O pai da declarante era padrastro de Fernando, casado com a mãe dele, a qual também faleceu tempo depois do duplo homicídio. Segundo o boletim, após a morte do casal, houve a necessidade de regularização judicial do imóvel, uma vez que o bem era financiado. Durante o andamento do processo, a declarante afirma ter sido intimada em ação que solicita a desocupação da residência ou o pagamento de aluguel pelo período de permanência.
A mulher aponta que a autora das ameaças seria outra envolvida na disputa, que reivindica direitos sobre o imóvel. Conforme o relato, no último dia 12 de fevereiro, essa pessoa teria comparecido em frente à residência acompanhada de terceiros e exigido que a moradora deixasse o local, sob a alegação de que, caso contrário, “resolveriam de outra forma”.
Ainda segundo o boletim, mensagens com teor de ameaça também teriam sido enviadas ao pai da declarante por meio de aplicativo de mensagens, aumentando a preocupação da família.
O caso foi registrado como ameaça (artigo 147 do Código Penal) e será apurado pelas autoridades competentes. Até o momento, não há informações sobre medidas judiciais adicionais relacionadas ao episódio.
