Dados da Secretaria Municipal de Saúde de Araçatuba apontam que cerca de 80% dos focos do mosquito Aedes aegypti estão concentrados dentro das residências no município de Araçatuba. O levantamento reforça a importância dos cuidados diários por parte da população para evitar a formação de criadouros do inseto transmissor da dengue, zika e chikungunya.
A diretora da Vigilância Epidemiológica, Priscila Cestaro, destaca que o combate ao mosquito depende do engajamento coletivo. “Na luta contra o mosquito, é essencial que cada cidadão faça a sua parte, adotando medidas simples de prevenção. Apenas dez minutos por semana são suficientes para verificar o quintal e o interior da residência e eliminar possíveis criadouros”, orientou.
Segundo ela, qualquer recipiente com água parada, mesmo em pequena quantidade, pode servir para a deposição de ovos. Pratos de plantas, baldes, caixas d’água destampadas, calhas entupidas e até tampinhas de garrafa estão entre os principais locais de proliferação.
Ações permanentes
A Secretaria mantém ações diárias de controle e prevenção. Agentes comunitários de saúde e de combate às endemias realizam vistorias em imóveis residenciais e comerciais, eliminam recipientes com água acumulada, aplicam larvicida e realizam nebulização costal quando necessário.
Priscila reforça que os agentes estão devidamente identificados e pede que a população permita a entrada para inspeções. “A prevenção continua sendo a principal arma contra o mosquito”, afirmou.
Situação epidemiológica
De acordo com o boletim epidemiológico divulgado na sexta-feira (20), Araçatuba contabiliza 344 casos confirmados de dengue e 46 de chikungunya neste ano, sem registro de mortes até o momento. Em 2025, o município registrou 10.755 casos positivos de dengue, com 11 óbitos, além de 193 casos de chikungunya.
Sintomas e cuidados
Entre os principais sintomas das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti estão febre alta, dores no corpo e nas articulações, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas na pele, cansaço intenso e falta de apetite. Em casos mais graves, podem ocorrer hemorragias e dor abdominal intensa. A orientação é procurar atendimento médico e evitar a automedicação.
Como prevenir
A Vigilância Epidemiológica orienta a população a adotar medidas simples no dia a dia:
- Manter ralos limpos e aplicar água sanitária periodicamente;
- Evitar água acumulada em bandejas de ar-condicionado, geladeiras e plantas;
- Manter caixas d’água, tonéis e reservatórios bem fechados;
- Eliminar recipientes que possam acumular água, como latas, garrafas, baldes, pneus e sucatas;
- Guardar garrafas sempre viradas para baixo;
- Preencher pratinhos de plantas com areia até a borda;
- Manter calhas limpas e desobstruídas;
- Descartar corretamente entulhos e materiais sem uso;
- Manter lonas bem esticadas para evitar poças;
- Lavar regularmente os bebedouros dos animais com escova e sabão.
A Secretaria reforça que a participação da população é decisiva para conter o avanço das doenças e reduzir os índices de infestação no município.
