Um cachorro da raça pit bull morreu após ser encontrado amarrado pelo pescoço com um cabo de carregador de celular e exposto ao sol em um terreno abandonado no bairro Vila São João, em São José do Rio Preto. A denúncia de maus-tratos foi registrada na última terça-feira (6), após alerta anônimo feito por meio das redes sociais.
De acordo com a Secretaria Municipal de Bem-Estar Animal, ao chegar ao local as equipes encontraram o animal, um cão macho, com ferimentos aparentes, sem acesso a água ou alimento. O pit bull foi socorrido e encaminhado para atendimento emergencial em um hospital veterinário, mas não resistiu e morreu no mesmo dia.
A ocorrência foi registrada como crime de maus-tratos a animais. Inicialmente, o tutor do cão não havia sido identificado. No entanto, no dia seguinte, quarta-feira (7), a secretaria localizou o principal suspeito do abandono, um homem de 21 anos com antecedentes criminais, incluindo passagem por tráfico de drogas, e que havia deixado o sistema prisional em setembro de 2025.
Com apoio da Guarda Civil Municipal, imagens de câmeras de segurança foram analisadas e mostraram o investigado caminhando pela rua com o pit bull preso ao fio por volta das 9h10. Minutos depois, ele retorna ao mesmo local sem o animal. As imagens foram encaminhadas à Polícia Civil para investigação.

No domingo (11), o acusado foi preso durante patrulhamento da Polícia Militar na região da Represa Municipal. Reconhecido com base nas características registradas pelas câmeras, o individuo confessou a autoria do crime. Em depoimento, alegou que não pretendia matar o animal, mas retirá-lo da rua, onde, segundo ele, estaria brigando com seus próprios cães.
Representantes da Secretaria Municipal de Bem-Estar Animal acompanharam o flagrante e informaram que o pit bull possuía tutor. O dono reconheceu o animal e relatou que ele havia fugido de casa no dia 31 de dezembro, assustado pelos fogos de artifício do Ano Novo, e vivia com a família havia cerca de oito anos.
O exame necroscópico apontou que a causa da morte foi hipertermia, provocada pela exposição prolongada ao calor. O homem foi conduzido à Central de Flagrantes e vai responder por crime ambiental de maus-tratos a animais, cuja pena prevista em lei é de dois a cinco anos de reclusão.
