Oi, o que você está procurando?

Araçatuba

Sem sedativos, médico questiona: “Como manteremos os pacientes intubados?”

Estoques de relaxante muscular do Hospital Unimed Araçatuba estão baixos e não há previsão de receber novos insumos até a próxima segunda-feira

Presidente da Unimed Araçatuba disse que as empresas estão proibidas de vender os medicamentos aos hospitais, após requisição administrativa do Ministério da Saúde: "Estamos de mãos atadas", disse - Foto: Reprodução

O presidente da Unimed Araçatuba, médico Flávio Garbelini, gravou um vídeo nesta terça-feira (30), pedindo uma solução às autoridades federais e estaduais para a falta de medicamentos utilizados para intubação e manutenção dos pacientes em ventilação mecânica. O estoque de relaxante muscular do hospital está baixo e não há previsão de receber novos insumos ao menos até a próxima segunda-feira (5), o que pode prejudicar os pacientes já intubados e em ventilação mecânica, e ainda impossibilitar a internação de novos pacientes.

“No momento, não há, em nenhum lugar do País, medicação disponível para compra”, disse o médico. Conforme ele, isto está ocorrendo em todo o País em todos os hospitais públicos e privados, devido à requisição administrativa realizada pelo Ministério da Saúde, em que as empresas produtoras da medicação estão proibidas de vender os insumos aos hospitais.

“Esta falta de insumos acarretará prejuízo direto aos pacientes internados e não poderemos brevemente receber novos pacientes”, alertou o presidente da Unimed Araçatuba.

Os pacientes mais graves não conseguem respirar sozinhos e precisam de uma ventilação forçada, onde o aparelho joga o ar para dentro do pulmão e o retira. Para que o aparelho funcione adequadamente, o paciente não pode ter resistência, por isso precisa estar sedado, insconciente.

“Não sabemos aonde estão estes medicamentos, com quem está estes medicamentos. Sabemos que estamos de mãos atadas, pois não conseguimos mais comprar estas medicações”, continuou o médico.

Segundo ele, a Unimed Araçatuba tinha compromisso firmado com as empresas de manutenção da entrega dessas medicações. Mas isso foi abortado pelas empresas, que estão impossibilitadas de fazer a entrega, devido à requisição do Ministério da Saúde.

“Clamamos ao Ministério da Saúde, ao governador do nosso Estado e todas as entidade que nos digam: Como manteremos nossos pacientes intubados e em ventilação mecânica se não temos acesso às medicações?”, questionou. “Peço às autoridades competentes que nos ajudem na resolução desse problema”, finalizou.

Veja o vídeo:

 

Os comentários aqui não refletem a opinião do site, e são de responsabilidade do autor. O comentário NÃO É PUBLICADO automaticamente em seu Facebook, fique tranquilo!
ANUNCIANTE
24