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Capacitação

Agricultura biológica é tema de programa gratuito em Araçatuba

Agricultores vão aprender a preparar o solo, nutrir a planta e controlar pragas e doenças de hortaliças com métodos naturais

Começou neste mês em Araçatuba (SP) o programa Olericultura Básica – Nutrição Biológica promovido pelo SIRAN (Sindicato Rural da Alta Noroeste), Sebrae ER (Escritório Regional) Araçatuba e pelo Senar-SP (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural).

A ação será realizada até o mês de julho e objetiva capacitar o produtor ou trabalhador rural com técnicas adequadas no manejo de hortaliças, visando o aumento da produção, da produtividade e da qualidade.

O barracão do sítio Sakuma, no bairro rural da Água Limpa, virou sala de aula para 20 participantes que vão passar por 80 horas de treinamentos (dois dias por mês, durante oito horas a cada dia). A horta da propriedade será o campo experimental para o cultivo de alface, com cinco métodos diferentes, para comparação de resultados, como explica o instrutor Marcelo Sambiasi.

“Nós vamos demonstrar na prática o uso e o manejo biológico em todas as etapas deste tipo de agricultura, desde o preparo do solo, passando pela nutrição da planta, até o controle de pragas e doenças. E serve tanto para a agricultura orgânica quanto a convencional”, explica o instrutor.

De acordo com Sambiasi, no modelo de agricultura biológica, tanto a correção do solo quanto a fertilização da planta e o controle de pragas e doenças é feito com o uso de micro-organismos, de forma absolutamente natural.

“É visível o aumento da procura do consumidor por alimentos mais saudáveis. A agricultura biológica proporciona exatamente isso. Sendo assim, é importante que o agricultor busque um diferencial na produção de alimentos, aproveitando este aumento de demanda”, comenta o instrutor.

Consumo próprio e comercialização

Além da questão comercial, muitos produtores e trabalhadores rurais gastam parte de sua renda na compra de alimentos para as suas famílias, por isso justifica-se a implementação de hortas para produção de alimentos frescos e ricos em nutrientes.

A produção destina-se, portanto, ao consumo próprio e também a geração de excedente para comercialização possibilitando a redução da desnutrição, aumento da geração de trabalho, a ampliação de renda e a inclusão social.

Embora o programa seja focado no cultivo de hortaliças, o instrutor Marcelo Sambiasi afirma que as técnicas têm a mesma eficácia quanto utilizadas para outras culturas, como cana-de-açúcar e soja, por exemplo.

Por causa da pandemia de Covid-19, estão sendo seguidas todas as orientações das autoridades de saúde, com o uso de máscaras, álcool em gel à disposição, materiais de estudo desinfetados, e distanciamento. Ao final da ação, os participantes receberão gratuitamente material didático e certificados de conclusão.

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