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POLÍTICA

Denúncia com base em inquérito da PF contra Dilador e Edna é arquivada pela Câmara

Vereadores rejeitaram pedido de abertura de uma Comissão Processante contra o prefeito e a vice - Foto: Angelo Cardoso

A Câmara Municipal de Araçatuba rejeitou, por nove votos a cinco, denúncia contra o prefeito Dilador Borges (PSDB) e a vice Edna Flor (Cidadania), que pedia a abertura de uma Comissão Processante (CP), por possíveis atos de infração político-administrativos, com base na conclusão de inquérito da Polícia Federal sobre a Operação #TudoNosso.

A representação foi protocolada pelo advogado Lindemberg Melo Gonçalves, após publicação de matéria jornalística na imprensa local sobre o relatório final da Polícia Federal, que investiga desvios de recursos do município por meio da Organização Social IVVH (Instituto de Valorização da Vida Humana) e de empresas que seriam ligadas a José Avelino Pereira, o Chinelo, que mantinham contrato com a Prefeitura.

A matéria, conforme a denúncia, aponta que Dilador e Edna poderiam ter sido facilitadores no esquema. “Eles sabiam que as empresas eram do Chinelo, que inclusive, conseguiu nomear aliados em cargos comissionados da Prefeitura”, argumentou o advogado. “Resta evidenciado a conduta tipificada como ato de infração político-administrativa do prefeito e de sua vice-prefeita”, completou.

Votaram pelo recebimento da denúncia os vereadores Dr. Alceu e Dr. Almir, ambos do PSDB; Dunga (DEM); Arlindo Araújo (MDB); Beatriz (Rede); Carlinhos do Terceiro (Solidariedade); Gilberto Batata Mantovani (PL); Dr. Jaime e Tieza (PSDB).

Os votos favoráveis foram dos vereadores Cido Saraiva (MDB), Professor Cláudio (PMN); Denilson Pichitelli (PSL); Lucas Zanatta e Flávio Salatino (PV). Rivael Papinha estava ausente.

O advogado Lindemberg Melo Gonçalves é também o autor de outras duas denúncias contra Dilador Borges. A primeira, relacionada ao pagamento de gratificações aos servidores de Araçatuba mesmo após decisão contrária do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) aos benefícios. A segunda pedia que a Câmara investigasse a contratação, pela Prefeitura, de um escritório de advocacia sem licitação. Ambas foram arquivadas pela Câmara.

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