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SAÚDE

Após Operação Raio X, médico Sérgio Smolentzov deixa diretoria do DRS-II

Residência do médico e a sede do DRS-II foram alvos de busca e apreensão pela Polícia Civil durante a operação que investiga desvios de recursos da saúde

Smolentzov foi nomeado em dezembro de 2019, mas pediu exoneração do cargo no dia nove deste mês

O médico nefrologista e intensivista Sérgio Smolentzov foi exonerado, a pedido, do cargo de diretor do Departamento Regional de Saúde de Araçatuba (DRS-II), ligado à Secretaria de Estado da Saúde. Em seu lugar, foi nomeado o funcionário público estadual efetivo Rachides de Castro Junior.

A exoneração e a nomeação foram publicadas no Diário Oficial do Estado de São Paulo desta terça-feira (20). Smolentzov foi alvo de busca e apreensão na Operação Raio X, que investiga desvios de recursos na saúde por meio de contratos entre Organizações Sociais (OSs) e Prefeituras.

A Polícia Civil esteve na residência do médico durante a operação, deflagrada no dia 29 de setembro, para o cumprimento de mandados de busca e apreensão. Foram apreendidos documentos e computadores em sua casa e também na sede da DRS-II. Smolentzov prestou serviço de consultoria em uma das Organizações Sociais pertencentes ao médico Cleudson Montali, que são investigadas pela Polícia.

O pedido de exoneração foi apresentado pelo médico no dia nove de outubro. Após esta data, ele não compareceu mais para dar expediente no órgão estadual. Ele havia sido nomeado para o cargo em dezembro do ano passado, depois de deixar o cargo de diretor técnico da Santa Casa de Araçatuba, em janeiro de 2019. Neste intervalo de tempo, se dedicou a fazer cursos de gestão em São Paulo e a prestar consultoria a equipamentos de saúde.

Smolentzov havia substituído Claudineia Cecília da Silva, que estava afastada do cargo desde agosto do ano passado, após a operação #Tudonosso, da Polícia Federal, que investiga possíveis desvios de recursos da Prefeitura de Araçatuba por meio de empresas ligadas ao empresário e sindicalista José Avelino Pereira (PSB), o Chinelo. Conforme a PF, ela é ex-mulher de Chinelo, apontado como chefe da organização criminosa alvo da operação.

Funcionária de carreira do Estado, ela havia sido nomeada em 2018 pelo ex-governador Márcio França (PSB) e foi mantida pelo governador João Doria (PSDB), segundo a PF, a pedido do prefeito de Araçatuba, Dilador Borges, do mesmo partido.

 

 

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