Resumo da notícia
- Araçatuba registrou 108 interrupções de energia relacionadas a pipas entre janeiro e setembro deste ano.
- O número representa média de 12 ocorrências por mês; em Birigui, casos mais que dobraram em relação a 2025.
- CPFL reforça cuidados com a proximidade do Dia das Crianças e alerta para os riscos de tentar retirar pipas presas à rede elétrica.
Empinar pipa já provocou, em média, 12 interrupções no fornecimento de energia por mês em Araçatuba neste ano. Segundo a CPFL Paulista, foram registradas 108 ocorrências relacionadas à brincadeira entre janeiro e setembro de 2026, considerando casos confirmados e situações emergenciais que exigiram a mobilização de equipes da concessionária.
O alerta ganha importância com a proximidade do Dia das Crianças, celebrado na próxima segunda-feira (12), e o aumento do tempo dedicado às atividades ao ar livre durante os dias de folga e o recesso escolar.
Apesar de ser uma brincadeira tradicional, o contato da pipa ou da linha com a rede elétrica pode provocar desligamentos e também colocar em risco quem estiver nas proximidades. Uma das situações mais perigosas ocorre quando alguém tenta recuperar uma pipa que ficou presa à fiação.
De acordo com a CPFL, nunca se deve puxar a linha ou utilizar varas, canos e outros objetos para alcançar a pipa. A aproximação dos cabos pode provocar choque elétrico, com consequências graves e até fatais. O contato de linhas e outros materiais com a rede também pode provocar rompimento de cabos e interrupções no fornecimento de energia.
Ocorrências mais que dobraram em Birigui
O problema também é registrado em outras cidades da região. Em Birigui, a CPFL contabilizou 26 ocorrências entre janeiro e setembro deste ano.
No mesmo período de 2025, haviam sido registrados 12 casos. A diferença representa aumento de aproximadamente 117% em um ano.
Diante do período de férias e comemorações do Dia das Crianças, a concessionária recomenda que pais e responsáveis conversem com as crianças sobre os riscos e acompanhem a brincadeira, principalmente na escolha do local.
A orientação é procurar campos e espaços abertos, afastados de postes, fios e demais equipamentos da rede elétrica.
Cerol e linha chilena aumentam os riscos
Outro ponto de atenção é o uso de cerol e linha chilena. Além de representarem perigo para pedestres, ciclistas e motociclistas, as linhas cortantes podem provocar curtos-circuitos e desligamentos quando entram em contato com equipamentos da rede elétrica.
No Estado de São Paulo, a fabricação, comercialização e utilização de linhas cortantes são proibidas pela Lei Estadual nº 17.201/2019. Os infratores estão sujeitos a multa e, dependendo das consequências de eventual acidente, também podem responder criminalmente.
A CPFL recomenda o uso somente de linha comum e orienta que não sejam utilizados materiais metálicos, como papel-alumínio, na fabricação das pipas. A concessionária também recomenda dar preferência a modelos sem rabiola.
A brincadeira ainda deve ser evitada em lajes, telhados, ruas, canteiros de avenidas e áreas próximas a rodovias. Também não é recomendado correr atrás de pipas em locais com circulação de veículos.
Em caso de chuva ou ocorrência de raios, a orientação é interromper imediatamente a atividade.
Programa leva orientação às escolas
As ações fazem parte também do Guardião da Vida, programa de educação em segurança elétrica desenvolvido pela CPFL Paulista em escolas da região. A iniciativa promove palestras, distribuição de materiais informativos e campanhas direcionadas a crianças, adolescentes e familiares.
Caso uma pipa fique presa à rede elétrica, a recomendação é abandoná-la e nunca tentar entrar em subestações ou outras áreas restritas para recuperar o brinquedo.
Ocorrências e situações emergenciais podem ser comunicadas à CPFL Paulista pelo telefone 0800 010 1010 ou pelos canais digitais da empresa.

