Um homem de 43 anos teve a prisão preventiva decretada pela Justiça nesta segunda-feira (12), em Birigui, suspeito de aliciar duas adolescentes, de 13 e 15 anos. Segundo a Polícia Civil, o investigado trabalhava em um parque de diversões itinerante instalado no município e teria mantido conversas de conteúdo sexual com as menores por meio de uma rede social.
De acordo com as informações da investigação, o homem teria conhecido as adolescentes no próprio parque e, posteriormente, iniciado contato virtual. Durante as conversas, ele teria enviado mensagens de teor sexual, encaminhado uma imagem com esse tipo de conteúdo e oferecido cortesias para acesso às atrações em troca de encontros em seu trailer.
Polícia localizou suspeito no parque
Após tomar conhecimento dos fatos, a Polícia Civil realizou diligências e localizou o investigado no parque de diversões. Ele foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos.
O caso foi analisado pelo delegado Danilo Buck de Albuquerque, que solicitou à Justiça a prisão preventiva do homem. A autoridade policial também pediu medidas para preservar e obter provas digitais relacionadas às conversas mantidas com as adolescentes.
Justiça acolheu pedido da Polícia Civil
O Ministério Público se manifestou favoravelmente à solicitação. Na sequência, a Justiça acolheu o pedido e determinou a expedição imediata do mandado de prisão preventiva.
Conforme os fundamentos da decisão, os elementos reunidos até aquele momento indicavam indícios de autoria e materialidade dos fatos investigados. A decisão também considerou a gravidade das condutas atribuídas ao suspeito e o risco de que elas pudessem se repetir.
A prisão preventiva é uma medida cautelar determinada judicialmente durante a investigação ou o processo, quando presentes os requisitos legais. Ela não representa, por si só, uma condenação criminal.
Investigação busca preservar provas digitais
A Polícia Civil de Birigui continua investigando o caso. A preservação das conversas e de outros registros digitais deverá contribuir para esclarecer como ocorreram os contatos, além de auxiliar na apuração dos fatos.
As adolescentes são mantidas sem identificação para preservar sua privacidade e protegê-las de exposição. Até o momento, não foram divulgados outros detalhes que permitam esclarecer a extensão da investigação.

