A Polícia Civil identificou como Amanda da Silva, de 30 anos, a mulher que foi morta e teve o corpo esquartejado em São José do Rio Preto (SP). A vítima era natural de Jandira, na Grande São Paulo, mãe de três crianças e vivia em situação de rua. A identificação foi possível após a localização de outras partes do corpo durante as investigações.
O crime ocorreu no fim de julho. No dia 27, partes do corpo de uma mulher foram encontradas dentro de sacos plásticos descartados em duas lixeiras no bairro Parque Estoril. Na ocasião, o avançado estado de decomposição dificultou o reconhecimento da vítima.
Inicialmente, os exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) confirmaram que os restos mortais pertenciam a uma mulher. A perícia também apontou perfurações na região do tórax e estimou que a morte havia ocorrido cerca de 72 horas antes da localização das primeiras partes do corpo.
Identificação após novas buscas
Segundo a Polícia Civil, um dos elementos decisivos para identificar Amanda foi a localização dos antebraços e das mãos da vítima, encontrados no piscinão do Parque Estoril em 5 de agosto.
A ausência das mãos havia dificultado inicialmente a identificação por meio de impressões digitais. Com a localização dos membros, os investigadores conseguiram avançar na confirmação da identidade.
Durante as primeiras diligências, a Polícia Científica também desenvolveu uma técnica de reconstrução facial a partir do crânio localizado. O procedimento permitiu produzir uma representação aproximada do rosto da vítima e auxiliar as investigações.
As informações obtidas por meio da perícia e das diligências policiais foram posteriormente confrontadas com os demais elementos reunidos no inquérito.
Suspeito está preso
O principal investigado pelo assassinato é Marciel Dias dos Santos, de 29 anos, que trabalhava como açougueiro. Ele foi preso temporariamente no início de agosto e, segundo a Polícia Civil, confessou o crime.
Imagens de câmeras de segurança registraram o suspeito carregando sacos plásticos pelas ruas antes de os restos mortais serem encontrados nas lixeiras do Parque Estoril. De acordo com a investigação, as gravações ajudaram os policiais a estabelecer a ligação entre o suspeito e o descarte do corpo.
Segundo informações divulgadas durante a investigação, Marciel teria feito várias viagens entre a residência dele e as lixeiras utilizadas para abandonar as partes do corpo. A polícia também apura as circunstâncias em que a vítima foi morta e o que teria motivado o crime.
Vestígios encontrados na residência
Durante o cumprimento das diligências relacionadas à prisão, peritos da Polícia Científica encontraram vestígios de sangue no imóvel onde o investigado morava.
Exames apontaram a presença de sangue humano em um colchão, em um chinelo e em uma mochila que, conforme os investigadores, pertencia a Marciel. Outros materiais também foram recolhidos para análise pericial.
As evidências passaram a integrar o conjunto de elementos analisados pela Polícia Civil para esclarecer a dinâmica do homicídio e verificar a participação do investigado.
Corpo foi localizado em diferentes pontos
O caso veio à tona na manhã de 27 de julho, quando um funcionário de uma marmitaria no Parque Estoril encontrou partes de um corpo em uma das lixeiras do estabelecimento e acionou a Polícia Militar.
Durante as buscas realizadas na região, outras partes foram localizadas em uma segunda lixeira, próxima ao primeiro ponto. A área foi isolada para o trabalho da Polícia Científica.
Na sequência, as equipes ampliaram as buscas para áreas próximas ao bairro. Uma das regiões investigadas foi o piscinão do Parque Estoril, onde posteriormente foram encontrados os antebraços e as mãos que contribuíram para a identificação de Amanda.
Investigação continua
A Polícia Civil mantém a investigação para esclarecer todas as circunstâncias da morte de Amanda da Silva, incluindo a dinâmica do crime e a eventual motivação.
Marciel Dias dos Santos permanece preso temporariamente e é investigado pelo homicídio e pela ocultação do cadáver. A prisão temporária não representa condenação, e a responsabilidade criminal do investigado será definida pela Justiça após o andamento do processo.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil de São José do Rio Preto, com apoio dos trabalhos periciais realizados pela Polícia Científica.

