O Tribunal do Júri de Araçatuba julga nesta quinta-feira (13) Bruno Henrique Brandão, acusado de matar Evelyn de Souza e ocultar o corpo em um canavial às margens da Rodovia SP-463. O crime aconteceu em março de 2025 e ganhou repercussão após o corpo da vítima ser localizado dias depois.
Bruno responde por feminicídio e ocultação de cadáver. A Justiça decidiu, em junho de 2025, que ele deveria ser submetido ao julgamento popular. Na decisão de pronúncia, o juiz considerou que havia prova da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria para encaminhar o caso ao Tribunal do Júri.
Segundo a denúncia do Ministério Público, Evelyn e Bruno mantinham um relacionamento amoroso. No dia 2 de março de 2025, após uma discussão motivada por ciúmes e conflitos conjugais em torno da propriedade do carro dela, um Nissan Kikcs, o acusado teria agredido a mulher com um soco no rosto. Em seguida, conforme a acusação, teria apertado o pescoço dela até provocar sua morte por asfixia mecânica.
Ainda conforme o Ministério Público, após matar Evelyn, Bruno teria utilizado o veículo Nissan Kicks, pertencente à vítima, para transportar o corpo até um canavial localizado às margens da Rodovia SP-463, onde o teria ocultado.
O cadáver foi encontrado no dia 5 de março de 2025 pelo funcionário de uma usina. Durante as investigações, policiais chegaram até a residência onde o casal morava. Segundo os autos, Bruno teria confessado o crime e indicado aos policiais o local onde havia deixado o corpo. Vestígios de sangue também foram encontrados na residência e no veículo utilizado para o transporte.
Investigação
A investigação começou após o encontro do corpo de Evelyn. Os policiais verificaram que, dois dias antes, haviam atendido uma ocorrência na Rua do Fico envolvendo um homem que teria sido visto armado e com roupas sujas de sangue.
Durante as diligências, os agentes chegaram à residência da vítima. Vizinhos relataram que Evelyn não era vista havia alguns dias e que Bruno permanecia no imóvel. De acordo com depoimento de um dos policiais, o acusado teria confessado ter matado Evelyn e abandonado o corpo no canavial.
No processo, o Ministério Público sustentou que o crime foi cometido por razões da condição do sexo feminino, em contexto de violência doméstica e familiar, caracterizando feminicídio. Bruno também responde pela ocultação do cadáver.
Bruno permanece preso e não recebeu autorização para recorrer em liberdade. O julgamento está marcado para esta quinta-feira (13), quando os jurados deverão analisar as provas apresentadas pela acusação e pela defesa antes de decidir o destino do réu.

