Uma aposentada de 67 anos procurou a Polícia Civil para denunciar um pedreiro de 40 anos por extorsão após, segundo seu relato, ter sido ameaçada durante uma cobrança relacionada a uma obra em sua residência, no bairro Ezequiel Barbosa, em Araçatuba. O caso teria ocorrido na noite de quinta-feira (14) e foi comunicado à polícia na manhã deste sábado (15).
De acordo com o boletim de ocorrência, a mulher havia contratado o profissional para construir um banheiro e realizar uma reforma na área da casa. O orçamento total ficou em R$ 7 mil, com pagamento combinado para o final da obra: R$ 4 mil inicialmente e o restante dividido em três parcelas de R$ 1 mil.
O pedreiro iniciou os trabalhos no dia 4 de agosto. No dia 12, segundo a vítima, ele pediu antecipadamente R$ 2 mil, alegando necessidade financeira. Ela realizou o pagamento, embora o banheiro ainda não estivesse concluído.
Conforme o relato, ainda faltavam o assentamento dos azulejos, instalação das louças, iluminação, chuveiro e porta.
Na quinta-feira (14), o profissional teria retornado à residência e pedido mais R$ 1 mil. A mulher afirmou que não faria o pagamento naquele momento, pois o combinado era quitar o valor somente após a conclusão da obra.
Segundo a vítima, o pedreiro teria se alterado e passado a falar em voz alta, afirmando que só sairia do local com o dinheiro. Ainda conforme o boletim, ele teria ameaçado entrar na residência e quebrar tudo o que havia feito caso ela não pagasse.
A mulher relatou ter se sentido constrangida e ameaçada e, por esse motivo, acabou entregando os R$ 1 mil exigidos.
Após o episódio, ela informou ao profissional que não queria mais que ele continuasse trabalhando na residência. O pedreiro retornou ao imóvel e retirou as ferramentas que utilizava na obra.
Ainda de acordo com o boletim, durante a conversa houve também uma alegação sobre o desaparecimento de uma ferramenta do tipo “makita”. Posteriormente, o profissional teria constatado que o equipamento estava em seu próprio carro.
A mulher afirmou à polícia que, depois disso, o pedreiro passou a exigir outros R$ 2 mil, sendo R$ 1 mil no dia 30 e o restante 30 dias depois, o que, segundo ela, contrariava o acordo inicial. O caso foi registrado pela Polícia Civil como extorsão, com base no artigo 158 do Código Penal. Não houve prisão em flagrante.
A vítima informou que decidiu registrar a ocorrência para que as supostas ameaças sejam apuradas. Ela também pretende buscar a Justiça para resolver a questão relacionada aos serviços realizados e aos valores pagos pela obra.

