Bruno Fernandes, ex-goleiro do Flamengo, ingressou na Justiça contra a Band e a apresentadora Catia Fonseca em uma ação na qual pede indenização de R$ 4 milhões por danos morais e violação do direito de imagem. A ação foi proposta contra a emissora e a ex-apresentadora do Melhor da Tarde, programa apontado pelo autor como responsável pela exibição das reportagens contestadas.
Segundo Bruno, as reportagens exibidas desde 2022 configuraram uma perseguição. Ele sustenta que o programa explorou sua imagem e os fatos relacionados à morte de Eliza Samudio, além de ultrapassar os limites do direito à informação. O autor da ação também afirma que comentários feitos por Catia Fonseca durante a atração contribuíram para os prejuízos alegados.
Bruno afirma que a exposição promovida pela emissora dificultou sua recolocação profissional e prejudicou seu processo de ressocialização. Catia comandava o Melhor da Tarde durante o período citado no processo e deixou a Band em 2025. No início deste ano, o programa voltou a abordar a relação do ex-goleiro com o filho. Atualmente, a atração é apresentada por Leo Dias, Chris Flores e Thiago Pasqualotto.
Antes da nova ação, Bruno já havia solicitado judicialmente a proibição de novas menções ao seu nome no programa e a suspensão da exibição de novas reportagens sobre o caso. Os pedidos foram negados pela juíza Juliana Gonçalves Figueira, que entendeu que a liberdade de expressão deveria prevalecer, exceto diante de conteúdo comprovadamente falso ou criminoso.
A magistrada também concluiu que não havia risco que justificasse a retirada das publicações, considerou que Bruno é uma pessoa pública e destacou que o caso criminal teve ampla repercussão midiática. Além disso, afirmou que o retorno do assunto ao noticiário, acompanhado por notícias e especulações, não é ilegal por si só. Embora tenha reconhecido o tom pejorativo de uma das matérias, entendeu que isso não justificava a censura do conteúdo naquele momento.
Condenado a 22 anos e um mês de prisão pelo homicídio qualificado de Eliza Samudio, assassinada em 2010, Bruno tenta retomar a carreira no futebol ao longo dos anos. O caso envolvendo a morte da modelo é descrito na fonte como um dos crimes de maior comoção nacional da última década.
O novo processo tramita na 1ª Vara Cível da Comarca de Cabo Frio, vinculada ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A análise da ação dependerá dos argumentos apresentados pelas partes. Caberá ao Judiciário avaliar o equilíbrio entre o direito de imagem alegado pelo autor e a liberdade de imprensa da emissora.

