Um motociclista de 49 anos morreu na tarde de domingo (12) após ser atingido no pescoço por uma linha de pipa com cerol enquanto trafegava por uma estrada vicinal em Santa Adélia, município localizado na região de Catanduva, no interior de São Paulo. A vítima foi identificada como Fábio José Colombo, professor de tecnologia da informação na Escola Técnica Estadual (ETEC) Doutor Adail Nunes da Silva, em Taquaritinga (SP).
De acordo com as primeiras informações da polícia, o professor seguia de moto pela vicinal quando foi surpreendido pela linha cortante. O impacto provocou ferimentos graves e Fábio morreu ainda no local, antes da chegada das equipes de socorro.
Policiais militares atenderam a ocorrência e constataram que, no momento da chegada da equipe, não havia testemunhas no local e nenhuma pessoa foi encontrada soltando pipa nas proximidades da estrada.
A Polícia Civil requisitou perícia técnica no local e encaminhou o corpo da vítima ao Instituto Médico Legal (IML), onde será submetido a exames necroscópicos. O caso foi registrado e será investigado como homicídio. Até a última atualização das informações, nenhum suspeito havia sido identificado ou preso.
O professor gostava de fazer trilhas, era apaixonado pela natureza e costumava compartilhar viagens por várias cidades no interior de São Paulo e Minas Gerais. Ele dava aulas na ETEC em Taquaritinga há 16 anos.
O cerol é produzido a partir da mistura de cola com vidro moído aplicada à linha de pipas para aumentar seu poder de corte. Além do cerol, a chamada linha chilena, fabricada com materiais abrasivos e componentes metálicos, também representa alto risco de acidentes envolvendo motociclistas, ciclistas e pedestres, podendo causar lesões graves e mortes.
No Estado de São Paulo, a utilização de linhas cortantes é proibida pela Lei Estadual nº 17.201/2019, que veda a fabricação, comercialização, posse e uso de cerol e de linha chilena. A legislação prevê apreensão do material e aplicação de penalidades aos responsáveis, justamente em razão do elevado número de acidentes registrados nos últimos anos.
As circunstâncias da ocorrência serão apuradas pela Polícia Civil, que busca identificar a origem da linha utilizada e eventual responsabilidade criminal pelo caso.:::

