A atuação de uma massa de ar seco e os baixos índices de umidade relativa do ar levaram a Defesa Civil do Estado de São Paulo a emitir um alerta para o risco de incêndios entre quinta-feira (9) e sábado (11). Em algumas regiões do norte e noroeste paulista, a umidade pode ficar abaixo dos 30%, favorecendo a propagação do fogo, especialmente em áreas de vegetação.
O cenário mais crítico está previsto para o sábado (11), quando as regiões de Barretos, Ribeirão Preto e Franca deverão entrar em estado de emergência, o mais alto nível de criticidade adotado pela Defesa Civil. Já a faixa que abrange Andradina, Presidente Prudente, Bauru e Campinas permanece em estado vermelho de alerta, enquanto as demais regiões do estado seguem com risco elevado para ocorrência de queimadas.
Segundo a Defesa Civil, o estado de emergência é decretado quando as condições meteorológicas atingem níveis extremos, caracterizados por temperaturas elevadas, baixa umidade relativa do ar, ventos intensos e longos períodos sem chuva. Nessas condições, qualquer foco de ignição pode evoluir rapidamente para incêndios de grandes proporções, dificultando o trabalho de combate às chamas.
A previsão, no entanto, indica uma mudança nas condições do tempo entre sábado e domingo com a aproximação de uma frente fria. A expectativa é de aumento da nebulosidade, ocorrência de chuva fraca e isolada em diversas regiões e queda das temperaturas, fatores que devem contribuir para a redução do risco de incêndios em boa parte do território paulista.
O período entre junho e outubro é considerado o mais crítico para queimadas devido à estiagem. Conforme dados da Defesa Civil do Estado de São Paulo, nove em cada dez incêndios registrados têm origem em ações humanas, sejam elas intencionais ou acidentais.
Diante desse cenário, a recomendação é que a população evite utilizar fogo para limpeza de terrenos ou queima de resíduos, não acenda fogueiras ou velas próximas a áreas de vegetação, descarte corretamente cigarros e fósforos e não solte balões, prática considerada crime ambiental. A Defesa Civil também orienta que o uso do fogo ocorra apenas com autorização da CETESB e que proprietários de áreas com visitação avaliem suspender as atividades em dias de risco elevado.

