A Santa Casa de Araçatuba realizou, neste domingo (19), a sétima captação de múltiplos órgãos para transplantes em 2026. O procedimento foi coordenado pela Equipe Hospitalar de Doação para Transplantes (e-DOT) e contou com o apoio da Força Aérea Brasileira (FAB) e da Guarda Civil Municipal (GCM) de Araçatuba para garantir o transporte dos órgãos destinados a pacientes que aguardam na fila de transplantes.
A doadora foi uma paciente de 70 anos que teve morte encefálica confirmada conforme os protocolos estabelecidos pela legislação brasileira. Após a confirmação do diagnóstico, a família autorizou a doação dos órgãos. A e-DOT não informou a data em que a morte encefálica foi constatada.
Durante o procedimento foram captados o fígado, os dois rins e as córneas. A cirurgia foi concluída por volta das 15h50.
O fígado foi transportado para uma unidade hospitalar da capital paulista em uma aeronave da Força Aérea Brasileira, responsável por agilizar o deslocamento para preservar a viabilidade do órgão. Já os demais órgãos seguiram para centros transplantadores definidos pela Central Estadual de Transplantes, conforme critérios técnicos de compatibilidade e prioridade.
A Guarda Civil Municipal de Araçatuba também participou da operação. Equipes de batedores realizaram a escolta da equipe médica até a Santa Casa e, posteriormente, acompanharam o transporte dos órgãos até o Aeroporto Estadual “Dario Guarita”, garantindo rapidez e segurança no deslocamento.
Segundo a Santa Casa, todos os órgãos captados foram destinados a pacientes compatíveis inscritos na lista única do Sistema Estadual de Transplantes (SET), administrada pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. A distribuição segue critérios nacionais e estaduais que levam em consideração fatores como compatibilidade, gravidade do estado clínico e tempo de espera.
A Equipe Hospitalar de Doação para Transplantes da Santa Casa de Araçatuba atua na identificação de potenciais doadores, no acolhimento às famílias e na coordenação de todo o processo de doação e captação de órgãos. O trabalho é desenvolvido em parceria com a Central de Transplantes e equipes especializadas, contribuindo para ampliar as chances de tratamento de pacientes que aguardam por um transplante.

