A Prefeitura de Birigui intensificou, em 2026, o monitoramento do triatomíneo, popularmente conhecido como “bicho barbeiro”, inseto que pode transmitir a doença de Chagas. Neste ano, a Vigilância em Saúde ampliou os pontos de inspeção em palmeiras espalhadas pelo município e registrou uma redução significativa na presença do inseto em comparação com levantamentos anteriores.
De acordo com a administração municipal, sete locais foram inspecionados ao longo da pesquisa, totalizando aproximadamente 179 palmeiras avaliadas. Dessas, apenas cinco apresentaram a presença do barbeiro, número considerado inferior ao registrado nos últimos anos.
As inspeções foram realizadas na Praça James Mellor, Escola Municipal Professor Roberto Clark, Praça Governador Pedro de Toledo, Praça Plácido Negrucci, Avenida Nelson Calixto, Praça Américo Fiorotto e na unidade da SP Águas – Agência de Águas do Estado de São Paulo, na Diretoria de Bacia do Baixo Tietê (DBBT), antigo DAEE.
Redução em relação aos anos anteriores
Os dados mostram uma queda expressiva na ocorrência do inseto. Em 2025, o monitoramento ocorreu em cinco pontos da cidade, com cerca de 150 palmeiras vistoriadas, das quais 23 apresentaram presença do barbeiro.
No levantamento realizado em 2023, também em cinco locais, aproximadamente 156 palmeiras foram pesquisadas e 72 tiveram registros positivos para o inseto. Em 2024, a pesquisa não foi realizada.
Segundo a Prefeitura, Birigui não registra, há mais de 25 anos, a captura de barbeiros contaminados pelo protozoário Trypanosoma cruzi, agente causador da doença de Chagas.
Armadilhas auxiliam no monitoramento
Como parte das ações de vigilância entomológica, três palmeiras da Praça James Mellor receberam armadilhas para captura de insetos entre os dias 15 e 22 de julho. O material coletado foi encaminhado para análise laboratorial em Mogi Guaçu.
O objetivo do estudo é verificar a presença de predadores naturais do barbeiro e obter informações que possam contribuir para o aprimoramento das estratégias de controle e monitoramento do inseto.
Vigilância permanente
O triatomíneo costuma se abrigar em ambientes naturais, como palmeiras, ninhos de aves e tocas de animais silvestres. Embora nem todos os barbeiros estejam infectados pelo Trypanosoma cruzi, a vigilância contínua é considerada fundamental para prevenir a transmissão da doença de Chagas e identificar precocemente possíveis focos. O monitoramento entomológico é uma das principais estratégias adotadas pelos serviços de saúde para acompanhar a circulação do inseto e orientar medidas de prevenção.

