O Tribunal do Júri de Araçatuba realiza nesta quinta-feira (24) o julgamento de João Gilberto Alves de Almeida, acusado de tentar matar a ex-namorada a facadas em novembro de 2023. O crime ocorreu em um condomínio localizado na Avenida Umuarama e foi enquadrado pelo Ministério Público como tentativa de feminicídio.
De acordo com a denúncia, o relacionamento entre o acusado e a vítima havia terminado cerca de uma semana antes dos fatos. Inconformado com o fim da relação, o homem teria aguardado a chegada da ex-namorada ao condomínio onde ela residia. Após uma discussão, ele entrou na residência, pegou uma faca e desferiu diversos golpes contra a vítima. O crime só não foi consumado porque moradores intervieram, conseguiram impedir a continuidade das agressões e a mulher recebeu atendimento médico imediato.
Durante a instrução processual, foram ouvidos a vítima, policiais militares e uma testemunha que presenciou parte da ação. Um dos policiais relatou que o acusado confessou ter esfaqueado a ex-companheira por ciúmes e por não aceitar o término do relacionamento. Já um segurança do condomínio afirmou ter visto o réu desferindo golpes de faca contra a vítima antes de conseguir contê-lo.
A defesa sustentou que não houve intenção de matar e alegou que a vítima teria iniciado a agressão com uma faca, versão apresentada pelo acusado durante o interrogatório. No entanto, o magistrado entendeu que há prova da materialidade e indícios suficientes de autoria para que o caso seja submetido ao Tribunal do Júri, responsável por decidir sobre a culpa ou inocência do réu nos crimes dolosos contra a vida.
Na decisão de pronúncia, proferida em maio de 2024, o juiz manteve a acusação de tentativa de feminicídio e determinou que o acusado permanecesse preso preventivamente até o julgamento, destacando que as circunstâncias que motivaram a prisão cautelar permaneciam presentes.

