A Delegacia Especializada de Investigações Criminais (DEIC) de Araçatuba deflagrou, na manhã desta segunda-feira (23), a Operação Famulus, voltada ao combate aos crimes de furto mediante fraude, abuso de confiança, associação criminosa e lavagem de dinheiro. A ação resultou no cumprimento de sete mandados de prisão temporária e 15 mandados de busca e apreensão em diversas cidades dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.
As diligências ocorreram em Araçatuba, com sete mandados de busca, além de quatro na capital paulista, um em Cotia, um em Diadema, um em Peruíbe e outro no município do Rio de Janeiro (RJ). Ao todo, participaram da operação 70 policiais civis, distribuídos em 18 viaturas.
A investigação foi conduzida pela 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da DEIC de Araçatuba, vinculada ao Deinter-10. Segundo a polícia, o trabalho teve início em fevereiro deste ano, após denúncias indicando que funcionários de uma empresa operadora de máquinas portáteis de cartão estariam desviando equipamentos para integrantes de um esquema criminoso na capital paulista.
Durante as apurações, os investigadores identificaram uma organização criminosa estruturada, com divisão de funções entre os envolvidos. Conforme a polícia, o grupo realizava pedidos fraudulentos de maquininhas de cartão, desviava os equipamentos e promovia modificações nos aparelhos, incluindo a remoção de sistemas originais e a instalação de softwares utilizados em atividades ilícitas.
De acordo com a investigação, as máquinas eram adaptadas para operar sistemas relacionados ao jogo do bicho, apostas clandestinas e aplicações utilizadas em golpes praticados contra vítimas em diferentes regiões do país, especialmente idosos.
O prejuízo inicialmente apurado ultrapassa R$ 1 milhão. No entanto, segundo a DEIC, os danos indiretos provocados pela utilização dos equipamentos em atividades criminosas são considerados incalculáveis.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam um veículo, uma motocicleta, aproximadamente R$ 14 mil em dinheiro, mais de 30 aparelhos celulares, mais de 10 computadores, 117 máquinas de cartão e 1.370 chips de telefonia móvel.
As prisões temporárias têm validade inicial de cinco dias e podem ser prorrogadas pelo mesmo período. Posteriormente, a medida poderá ser convertida em prisão preventiva, conforme decisão da Justiça.
A operação contou com apoio da 4ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio (DISCCPAT), da própria DEIC, além de equipes da Polícia Civil do Rio de Janeiro. As investigações prosseguem para identificar outros possíveis envolvidos e a extensão da atuação da organização criminosa.

