A onça-parda capturada pelo Corpo de Bombeiros na manhã de quinta-feira (4), em Birigui, apresentava sinais de debilidade física e precisou ser encaminhada para atendimento veterinário especializado. A informação foi confirmada pela Polícia Militar Ambiental, responsável pela destinação do animal após o resgate.

O felino foi encontrado sobre uma árvore na Rua Alderico Rosaboni, no bairro Thereza Maria Barbieri, chamando a atenção de moradores e mobilizando equipes do Corpo de Bombeiros. Após a captura, realizada sem a necessidade de sedação química, os profissionais perceberam que o comportamento do animal não era compatível com o esperado para um exemplar silvestre de vida livre.
Segundo a Polícia Ambiental, a onça-parda apresentava quadro de apatia e baixa resposta aos estímulos, indicando possível comprometimento de sua condição física. A situação chamou a atenção dos agentes, uma vez que felinos dessa espécie normalmente demonstram maior reação diante da aproximação humana e durante procedimentos de contenção.
Diante dos indícios de debilidade, a equipe entrou em contato com um médico-veterinário de Fernandópolis, que se prontificou a receber o animal para avaliação especializada. Em seguida, os policiais ambientais transportaram a onça-parda até o Hospital Veterinário da Universidade Brasil, no campus de Fernandópolis.
No local, o médico-veterinário Pedro Henrique Zafani realizou os primeiros procedimentos clínicos e confirmou o estado debilitado do felino. A onça permaneceu internada sob cuidados veterinários para exames complementares, tratamento e acompanhamento de sua recuperação.
A soltura do animal na natureza dependerá da evolução do quadro clínico e de avaliações técnicas realizadas pelos profissionais responsáveis. Somente após a recuperação completa e a constatação de que possui condições de sobreviver em seu habitat natural é que será definida uma eventual reintegração ao meio ambiente.
Também conhecida como suçuarana ou puma, a onça-parda é um dos maiores felinos das Américas e possui ampla distribuição pelo território brasileiro. Apesar de geralmente evitar contato com seres humanos, autoridades orientam que a população mantenha distância ao avistar animais silvestres e acione imediatamente os órgãos competentes.

