Um mês após o caso que ganhou repercussão nacional, o idoso Juraci Rosa Alves, de 88 anos, declarado morto em um hospital e posteriormente encontrado com sinais vitais em uma funerária, apresentou evolução no quadro clínico e recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A transferência para a enfermaria ocorreu no fim da tarde desta segunda-feira (15), conforme informou a Santa Casa de Presidente Prudente, onde o paciente permanece internado desde o episódio registrado em maio. Segundo a unidade hospitalar, o estado de saúde do idoso é considerado estável e ele segue sob acompanhamento médico.
O caso ocorreu em 20 de maio, quando Juraci foi atendido na Santa Casa de Presidente Bernardes após ser encaminhado em estado grave. De acordo com informações da investigação policial, o paciente apresentava insuficiência respiratória e precisou ser submetido a procedimentos de emergência.
Conforme o prontuário médico analisado pela Polícia Civil, a equipe realizou manobras de reanimação por mais de uma hora. Durante o atendimento, também foram feitas três tentativas de intubação orotraqueal, todas sem sucesso.
Ainda segundo os registros médicos, ao término dos procedimentos, foram constatados ausência de pulsos centrais e periféricos, ausência de batimentos cardíacos, pupilas dilatadas e assistolia — condição caracterizada pela ausência de atividade elétrica cardíaca — no monitor cardíaco. Diante desse quadro, o óbito foi declarado.
Após a emissão da declaração de óbito, o corpo foi encaminhado para uma funerária em Presidente Prudente. No local, funcionários perceberam que o homem apresentava sinais de respiração e acionaram imediatamente os serviços de emergência. O idoso foi então socorrido e transferido para atendimento médico especializado.
INVESTIGAÇÃO SEGUE EM ANDAMENTO
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do atendimento prestado e da declaração de óbito. De acordo com informações da investigação, oito pessoas já foram ouvidas ao longo do último mês.
O procedimento encontra-se atualmente na fase de produção de provas orais e aguarda a conclusão de laudos periciais que deverão auxiliar no esclarecimento dos fatos.
As autoridades destacaram que, até o momento, não houve atribuição de responsabilidade criminal a qualquer profissional envolvido. Segundo a Polícia Civil, a apuração busca reunir elementos técnicos e depoimentos para esclarecer todas as circunstâncias do caso.
MÉDICA RESPONSÁVEL PRESTOU DEPOIMENTO
A médica responsável pela declaração de óbito solicitou licença de suas atividades na Santa Casa de Presidente Bernardes poucos dias após a repercussão do caso. Em depoimento à Polícia Civil, ela afirmou que o paciente chegou à unidade hospitalar em estado gravíssimo, inconsciente e com quadro de insuficiência respiratória aguda.
Segundo relatou, os protocolos de emergência foram iniciados imediatamente e incluíram procedimentos avançados de suporte à vida, como ressuscitação cardiopulmonar e tentativas de intubação.
A profissional também informou que houve dificuldades técnicas relacionadas ao quadro clínico apresentado pelo paciente, o que teria impedido o sucesso das tentativas de intubação realizadas durante o atendimento.
Enquanto as investigações prosseguem, Juraci Rosa Alves permanece internado na enfermaria da Santa Casa de Presidente Prudente, onde segue recebendo acompanhamento médico.

