Um tatuador de 22 anos, procurado pela Justiça e investigado por tentativa de homicídio, foi preso na noite de domingo (31) em Araçatuba após ser flagrado com um revólver e munições dentro de casa, no bairro Jardim Iporã, na zona sul de Araçatuba.
A prisão aconteceu por volta das 23h, na Rua Rio Negro, após policiais militares do BAEP (Batalhão de Ações Especiais de Polícia) receberem uma denúncia anônima sobre a presença de arma de fogo no imóvel.
No local, os policiais abordaram o suspeito na parte externa da residência. Durante revista pessoal, nada de ilícito foi encontrado. No entanto, segundo o boletim de ocorrência, o suspeito confessou possuir uma arma dentro da casa e autorizou a entrada da equipe policial.
Durante buscas no quarto do investigado, os agentes localizaram um revólver Taurus calibre 32, em mau estado de conservação, com seis munições intactas. A arma estava escondida sob uma almofada de bebê sobre a cama.
Questionado sobre a origem do armamento, ele afirmou aos policiais que estaria “em guerra” e que adquiriu o revólver para proteção pessoal. Ele, no entanto, não informou de quem comprou a arma nem como a adquiriu. Ele seria investigado em duas tentativas de homicídio, sendo uma no bairro Jussara, no carnaval, e outra mais recente em frente a um ponto de ônibus na rua Honório Camargo de Oliveira Júnior, no Pedro Perri.
Homicídio
Na consulta aos sistemas policiais, os agentes constataram que havia contra ele um mandado de prisão em aberto por homicídio, além de outro mandado de natureza civil por dívida de pensão alimentícia.
Ainda conforme o registro policial, o tatuador possui antecedentes por receptação e adulteração de sinal identificador de veículo, em ocorrência registrada em dezembro de 2023, e também por tráfico de drogas, em junho de 2025.
Ele foi conduzido à Central de Polícia Judiciária de Araçatuba, onde o delegado plantonista ratificou a prisão em flagrante por posse irregular de arma de fogo de uso permitido, com base no artigo 12 do Estatuto do Desarmamento.
A autoridade policial também representou pela prisão preventiva do investigado, sob o argumento de garantia da ordem pública. Por esse motivo, não foi arbitrada fiança, e o suspeito permaneceu à disposição da Justiça.

