Uma discussão entre um casal terminou com acusações mútuas de agressão, dano, injúria e vias de fato na noite de domingo (28), no Residencial Sylvio José Venturolli, em Araçatuba. A ocorrência foi registrada pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), mas, inicialmente, a autoridade policial entendeu que o caso não se enquadra como violência doméstica, diante das versões conflitantes apresentadas pelas partes.
De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada pelo Copom após um homem ligar para o 190 informando que havia sido agredido pela companheira e que estava com a cabeça sangrando.
Ao chegarem ao endereço, os policiais encontraram a mulher do lado de fora da residência. Ela afirmou que o companheiro havia pegado seu telefone celular e fugido. Também acusou o homem de danificar o veículo do casal, um GM Classic, e de agredi-la fisicamente, sem detalhar como ocorreram as agressões.
Pouco depois, o homem retornou ao imóvel com o celular. Segundo sua versão, ele retirou o aparelho das mãos da companheira para evitar que ela o quebrasse e depois o acusasse injustamente. Ele afirmou ainda que a mulher faz uso de medicamentos controlados e que, em momentos de descontrole, torna-se agressiva.
O homem também declarou que foi agredido com tapas e atingido na cabeça por um controle remoto de televisão, o que provocou um corte na orelha e sangramento. Além disso, afirmou que foi a própria companheira quem danificou o carro do casal para responsabilizá-lo e que ela o chamou de usuário de drogas, negando fazer uso de entorpecentes.
Segundo os policiais militares, a mulher não apresentava lesões aparentes no momento do atendimento. Durante a ocorrência, o pai da mulher compareceu ao local e tentou convencer a filha a não registrar o caso na delegacia, sugerindo que o casal resolvesse a situação. Ele informou aos policiais que a filha possui diagnóstico de transtorno bipolar e faz uso de medicação controlada.
Os policiais encaminharam as partes à Delegacia de Defesa da Mulher para o registro da ocorrência. Diante das versões divergentes e da ausência de testemunhas presenciais, a autoridade policial determinou a realização de perícia no local para apurar o possível crime de dano ao veículo.
O caso foi registrado por dano, lesão corporal, injúria, vias de fato e localização e apreensão de objeto. As circunstâncias dos fatos serão investigadas pela Polícia Civil.

