A Secretaria Municipal de Saúde de Araçatuba realiza durante todo o mês de junho um conjunto de ações de vigilância e controle do triatomíneo, conhecido popularmente como bicho-barbeiro. O inseto é o principal vetor da doença de Chagas e o objetivo da iniciativa é prevenir infestações e reforçar o monitoramento em áreas urbanas do município.
O trabalho inclui a poda de palmeiras das espécies imperial e guariroba, análise do material recolhido e aplicação de inseticida apenas nas árvores onde for constatada a presença do inseto. A estratégia busca reduzir riscos à população e garantir o controle preventivo do vetor.
As atividades começaram nesta segunda-feira (1º) na Avenida João Arruda Brasil. De acordo com a Secretaria de Saúde, 25 palmeiras-imperiais foram vistoriadas e nenhum exemplar do bicho-barbeiro foi encontrado. Os trabalhos na avenida seguem até esta quarta-feira (3).
Segundo o gerente de campo da Unidade de Vigilância em Zoonoses (UVZ), Guilherme Santos, Araçatuba não registra há mais de 25 anos casos de barbeiros infectados pelo parasita causador da doença. Apesar do cenário positivo, o monitoramento continua sendo considerado essencial. “Mas devemos continuar atentos, por isso, realizamos essa ação para monitoramento e controle do vetor”, afirmou.
O cronograma prevê ações na área verde anexa à Escola Estadual Nilce Maia Souto, na Vila Industrial, além da Praça São João, Praça Olímpica, avenidas Odorindo Perenha, Ibirapuera e Dr. Alcides Fagundes Chagas, e também na área do Departamento de Estradas de Rodagem (DER).
Os insetos eventualmente encontrados durante as inspeções serão recolhidos e encaminhados para análise laboratorial. O objetivo é identificar a possível presença do protozoário Trypanosoma cruzi, agente causador da doença de Chagas.
Paralelamente ao manejo ambiental, agentes de combate às endemias realizam ações educativas em um raio de 300 metros das áreas atendidas. As equipes visitam residências para orientar moradores sobre identificação do inseto, formas de prevenção e procedimentos adequados em caso de captura.
A doença de Chagas é transmitida principalmente pelo contato com as fezes do inseto infectado após a picada. A enfermidade pode permanecer sem sintomas por anos e apresentar complicações graves na fase crônica, incluindo problemas cardíacos e digestivos. O tratamento é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A orientação para quem encontrar um bicho-barbeiro é capturá-lo com segurança, utilizando luvas ou saco plástico para proteger as mãos. O inseto deve ser colocado em um recipiente plástico com tampa, preferencialmente vivo, e encaminhado à Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para análise.

