O Ministério Público do Estado de São Paulo deflagrou, na manhã desta sexta-feira (8), a Operação Sindon, que resultou na prisão de sete suspeitos apontados como integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) no interior paulista.
As prisões ocorreram nas cidades de São José do Rio Preto e Tanabi, com apoio operacional de equipes do 9º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP). Ao todo, a Justiça expediu 12 mandados de busca e apreensão cumpridos durante a ação.
Segundo informações divulgadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), os investigados seriam lideranças regionais da facção criminosa e teriam atuação ligada ao tráfico de drogas e a outros crimes atribuídos à organização.
As investigações tiveram início após a descoberta de um suposto plano para atentado contra a vida de um agente público. Conforme apurado pelo Ministério Público, os suspeitos pretendiam utilizar integrantes de uma facção rival para executar o crime, numa tentativa de dificultar a identificação dos mandantes.
Além do possível atentado, a operação também buscou aprofundar as investigações relacionadas às atividades criminosas atribuídas ao grupo, incluindo o funcionamento dos chamados “tribunais do crime”, prática usada por facções para aplicar punições ilegais a integrantes ou rivais.
A Operação Sindon mobilizou uma força-tarefa composta por cinco promotores de Justiça, dez servidores do Ministério Público e cerca de 70 policiais militares.
Durante o cumprimento dos mandados, equipes realizaram apreensões de materiais que deverão passar por análise e podem contribuir para o avanço das investigações. O conteúdo apreendido não havia sido detalhado oficialmente até a última atualização desta reportagem.
Os suspeitos presos permanecerão à disposição da Justiça. O Ministério Público e as forças de segurança seguem investigando possíveis conexões do grupo com outras ações criminosas na região.
