Uma onça-parda foi flagrada por câmeras de monitoramento circulando por um condomínio de ranchos em Novo Horizonte, no interior paulista. O animal apareceu durante a madrugada da última sexta-feira e foi registrado caminhando tranquilamente pelas dependências do local antes de retornar para a área de mata.
As imagens do circuito interno do Condomínio de Ranchos Lagoa das Graças mostram o felino se aproximando do portão de saída do empreendimento, observando o entorno e deixando o local pouco tempo depois. Como a onça retornou espontaneamente para a vegetação próxima, não houve necessidade de acionamento da Polícia Ambiental para resgate.
Segundo o presidente do condomínio, Josimar Pereira da Silva, os moradores já estão habituados à presença de duas onças na região. A suspeita é de que os animais sejam uma mãe e um filhote, e que o exemplar adulto esteja ensinando o mais jovem a caçar nas áreas próximas ao condomínio.
De acordo com relatos dos moradores, os felinos são vistos tanto durante o dia quanto à noite. Também já houve registros de ataques a animais domésticos da região, incluindo galinhas e um potro. Apesar disso, segundo o representante do condomínio, não há relatos de ataques ou investidas contra moradores.
Em ocasiões anteriores, a Polícia Ambiental chegou a ser acionada após novos avistamentos, mas os animais não foram encontrados, principalmente devido à extensa área de mata no entorno do condomínio.
A onça-parda, também conhecida como suçuarana ou puma, é considerada o segundo maior felino das Américas, atrás apenas da onça-pintada. O animal possui ampla distribuição pelo território brasileiro e costuma ter hábitos discretos, evitando contato com humanos. Especialistas apontam que ataques contra pessoas são raros e normalmente associados a situações de ameaça, encurralamento ou defesa de filhotes.
Em caso de encontro com uma onça-parda, autoridades ambientais recomendam manter a calma, evitar correr ou fazer movimentos bruscos e se afastar lentamente, permitindo uma rota de fuga para o animal. Também é orientado não tentar se aproximar para fotos ou alimentar o felino, reduzindo riscos tanto para as pessoas quanto para o próprio animal.

