Um homem de 34 anos foi preso em flagrante na manhã desta segunda-feira (11), acusado de injúria racial contra uma vizinha em um condomínio localizado no bairro Jardim Humberto Salvador, em Presidente Prudente.
Segundo informações do boletim de ocorrência, a Polícia Militar do Estado de São Paulo foi acionada para atender uma desavença entre vizinhos após denúncias de perturbação envolvendo um morador que estaria causando transtornos às ocupantes de um apartamento vizinho.
A vítima, uma atendente de 24 anos, relatou aos policiais que passou a ser alvo de ofensas de cunho racial feitas pelo suspeito. Conforme o registro policial, ele teria utilizado expressões ofensivas relacionadas à cor da pele e à aparência física da mulher, além de comentários depreciativos.
Ainda de acordo com a ocorrência, os episódios teriam ocorrido em dois momentos distintos: durante a noite de domingo (10) e novamente por volta das 8h desta segunda-feira (11), quando o homem teria ido até a porta do apartamento da vizinha e continuado as ofensas.
Uma testemunha confirmou à polícia que presenciou parte das injúrias e informou que câmeras de segurança do condomínio podem ter registrado os acontecimentos, o que poderá auxiliar no andamento da investigação.
Os policiais localizaram o suspeito no condomínio. Conforme o boletim, ele teria se recusado inicialmente a permitir a entrada da equipe policial, sendo necessário o arrombamento parcial da porta para a abordagem. Após ser contido, o homem foi conduzido à Central de Flagrantes.
Em depoimento, o investigado negou ter praticado ofensas raciais e afirmou que houve um desentendimento relacionado a uma cobrança envolvendo uma corrida por aplicativo.
A ocorrência foi apresentada no Plantão da Delegacia Seccional de Presidente Prudente. Após análise do caso, o delegado responsável ratificou a prisão em flagrante pelo crime de injúria racial, previsto na Lei nº 7.716/89. O suspeito permaneceu à disposição da Justiça.
Desde alterações promovidas pela legislação federal, a injúria racial passou a ter tratamento semelhante ao do crime de racismo, sendo considerada imprescritível e inafiançável, conforme entendimento legal vigente no país.
