Fomos ensinados a acreditar que a vida precisa ser extraordinária, e talvez o vazio contemporâneo também tenha relação com isso: a incapacidade de reconhecer que a vida quase sempre acontece de forma simples, silenciosa e parcial. Nem todo sentido vem em forma de explosão, às vezes ele chega baixo, e passa despercebido.
Passamos grande parte da vida tentando prever, evitar, garantir. Como se fosse possível negociar com o futuro para sofrer menos. Mas existe algo profundamente humano em admitir que não controlamos quase nada. Nem o tempo. Nem as perdas. Nem o que ainda está por vir.
É justamente aí que os vínculos ganham importância. No fim, a sensação de amparo não nasce de ter domínio sobre a vida, mas de saber com quem atravessamos aquilo que foge ao nosso controle. É por isso que a relação entre psicólogo e paciente se chama “vínculo terapêutico”.
Como temos nos relacionado com o SIMPLES, com a vida, com o sofrer, com o trabalho, com o tempo, conosco, com as pessoas, com as frustrações, com as expectativas, com as idealizações?
🎗️Por uma cultura de cuidados com a Saúde Mental.
🎗️Setembro Amarelo: de Setembro a Setembro.
(*) Eliane Cabral é Psicóloga Clínica, Especialista em Prevenção e Pósvenção em Suicídio, Especialista em Saúde Mental; Percurso em Psicanálise.
