O Governo de São Paulo ampliou a estrutura de combate ao crime organizado com a criação do Núcleo Especializado de Combate à Criminalidade Organizada e à Lavagem de Dinheiro (NECCOLD), vinculado ao Departamento de Inteligência da Polícia Civil (Dipol). A medida foi oficializada por meio de portaria publicada na quarta-feira (6) no Diário Oficial do Estado.
A nova estrutura terá atuação voltada à coordenação e apoio de investigações relacionadas a organizações criminosas, lavagem de dinheiro e recuperação de ativos obtidos de forma ilícita.
Segundo o governo estadual, o núcleo trabalhará de maneira integrada com equipes especializadas instaladas na capital paulista e nas regiões de São José dos Campos, Campinas e Araçatuba. A previsão é de que o modelo seja ampliado gradualmente para outras regiões do estado após a consolidação inicial das unidades.
De acordo com a portaria, o núcleo terá foco na integração entre inteligência policial, investigação criminal e análise financeira. Entre as atribuições previstas estão o rastreamento patrimonial, bloqueio de ativos financeiros e criptoativos, além do compartilhamento de informações com órgãos de persecução penal e forças integradas de combate ao crime organizado.
A atuação contará com integração junto ao Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e também com a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), ligada à Polícia Federal.
O secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou que o enfrentamento às facções criminosas exige atuação conjunta entre inteligência policial e investigação financeira.
Segundo ele, a criação do núcleo amplia a capacidade do Estado de identificar estruturas criminosas, rastrear recursos obtidos ilegalmente e apoiar operações em diferentes regiões paulistas.
A iniciativa também prevê a padronização de protocolos de investigação financeira, uso de ferramentas tecnológicas e criação de indicadores para monitorar resultados relacionados à descapitalização de organizações criminosas.
O delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian, afirmou que a medida reforça a estratégia de atuação integrada das forças de segurança no combate às estruturas financeiras ligadas ao crime organizado e amplia a capacidade de recuperação de recursos obtidos ilegalmente.
