A Justiça determinou que quatro homens sejam levados a julgamento pelo Tribunal do Júri no caso da morte da adolescente Giovana Pereira Caetano de Almeida, de 16 anos. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (17) no Diário da Justiça eletrônico e representa um novo avanço na investigação do crime que causou forte comoção na região de São José do Rio Preto.
O desaparecimento da jovem ocorreu em dezembro de 2023. O corpo foi localizado apenas oito meses depois, enterrado em uma propriedade rural no município de Nova Granada, o que intensificou a repercussão do caso e mobilizou forças policiais durante as buscas.
De acordo com a decisão judicial, serão julgados pelo Tribunal do Júri o empresário Gleison Luís Menegildo, o chefe de oficina Anderson Luís Bardella, o caseiro Cleber Danilo Partezani e o mecânico Rodrigo Landolfi Alves, apontados como envolvidos em diferentes etapas do crime.
Acusações e responsabilidades
Segundo a Justiça, o empresário e o chefe de oficina responderão por homicídio triplamente qualificado, além de outros crimes, como tráfico de drogas, favorecimento sexual contra menor e ocultação de cadáver. Ambos permanecem presos preventivamente, por decisão judicial mantida na fase atual do processo.
Já o caseiro foi pronunciado por ocultação de cadáver, acusado de ter ajudado a esconder o corpo da adolescente na área rural. O mecânico, por sua vez, responderá por omissão de socorro, pois, conforme apontado na decisão, estava presente no momento da morte e não teria prestado assistência à vítima.
O juiz responsável pelo caso decidiu manter a prisão de dois dos réus, enquanto autorizou que os outros dois respondam ao processo em liberdade até o julgamento.
Próximos passos do processo
Com a decisão de pronúncia, o processo segue agora para o Tribunal do Júri, onde os acusados serão julgados por cidadãos escolhidos para compor o conselho de sentença, conforme prevê a legislação brasileira em crimes dolosos contra a vida.
Ainda cabe recurso por parte das defesas, que já manifestaram intenção de contestar a decisão judicial. Por outro lado, a assistência de acusação considerou a medida um passo importante rumo à responsabilização dos envolvidos.
Até o momento, a data do julgamento não foi definida.
O caso continua sendo acompanhado de perto por autoridades e pela população, principalmente devido ao longo período entre o desaparecimento da adolescente e a descoberta do corpo, circunstância que contribuiu para a grande repercussão e indignação social na região.
