A Polícia Militar Rodoviária apreendeu mais de 100 canetas emagrecedoras e ampolas do medicamento tirzepatida, cuja comercialização é proibida no Brasil sem registro sanitário, durante uma abordagem realizada nessa quarta-feira (8), na Rodovia Eliezer Montenegro Magalhães (SP-463), em Jales, no interior de São Paulo.
A ação ocorreu durante a Operação Impacto, que tem como objetivo intensificar a fiscalização nas rodovias estaduais e combater crimes como contrabando e transporte irregular de mercadorias. Durante a vistoria em um veículo abordado pelos policiais, os agentes localizaram a carga escondida de forma incomum: dentro do compartimento do estepe, no porta-malas.
Segundo informações da corporação, foram apreendidas 175 canetas emagrecedoras sem rótulos e quatro ampolas de tirzepatida na dosagem de 15 mg/0,05 ml, fabricadas no Paraguai. A carga foi avaliada em aproximadamente R$ 235 mil.
O motorista foi detido no local e conduzido, juntamente com o veículo e os medicamentos apreendidos, à sede da Polícia Federal em Jales, onde o caso foi registrado e será investigado.
Medicamento tem venda restrita no país
A tirzepatida é um medicamento indicado principalmente para o tratamento do diabetes tipo 2, mas tem sido amplamente procurado para perda de peso, popularmente conhecido como “caneta emagrecedora”. No entanto, sua comercialização no Brasil depende de autorização sanitária e prescrição médica.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já determinou a proibição da circulação e comercialização de determinados produtos contendo tirzepatida sem registro no país, impedindo fabricação, importação e venda irregular desses medicamentos.
Autoridades alertam que o uso de medicamentos clandestinos pode representar riscos à saúde, principalmente quando não há garantia sobre procedência, armazenamento ou composição.
Combate ao contrabando
A Polícia Rodoviária reforçou que operações de fiscalização continuarão sendo realizadas nas rodovias da região, especialmente em áreas próximas à fronteira, consideradas rotas frequentes para o transporte ilegal de mercadorias.
O caso segue sob investigação da Polícia Federal, que deverá apurar a origem e o destino final da carga, além de possíveis envolvidos na distribuição dos produtos.
