Um homem de 33 anos foi preso em flagrante no último sábado (4) suspeito de oferecer bebida alcoólica aos próprios enteados, duas crianças de 4 e 6 anos, dentro de um bar em Lins, no interior de São Paulo. O caso causou revolta entre os clientes do estabelecimento e motivou uma briga generalizada, o que levou à chegada da polícia .
Como aconteceu
De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência de tumulto em um bar na Avenida Nicolau Zarvos. No local, os agentes encontraram o homem visivelmente alterado, na companhia das duas crianças .
Testemunhas relataram à polícia que o suspeito já havia chegado ao bar aparentemente alcoolizado, por volta das 19h. Durante a permanência no local, ele preparou uma caipirinha com cachaça e ofereceu a bebida aos menores utilizando um canudo. As crianças chegaram a ingerir parte do líquido, o que gerou indignação imediata entre os demais clientes, resultando em uma briga generalizada .
Uma funcionária do estabelecimento confirmou à polícia que presenciou o momento em que o homem ofereceu a bebida às crianças.
Abordagem e prisão
Durante a abordagem policial, o suspeito apresentou comportamento agressivo e desobedeceu repetidamente às ordens da equipe, precisando ser contido. Ele foi conduzido à delegacia ainda em estado alterado .
Segundo a Polícia Civil, não foi possível colher o depoimento do homem naquele momento devido ao seu estado agressivo.
Enquadramento legal
O suspeito foi autuado em flagrante por dois crimes. O primeiro é previsto no artigo 243 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que torna crime “vender, fornecer, servir, ministrar ou entregar bebida alcoólica a criança ou a adolescente”. A pena prevista é de detenção de dois a quatro anos, além de multa .
O segundo crime é o de desobediência, por ter desrespeitado as ordens dos policiais durante a abordagem.
A polícia também considerou como agravantes o fato de as vítimas serem menores de 12 anos e a violação do dever relacionado ao poder familiar, uma vez que o suspeito era padrasto das crianças e, portanto, responsável por sua proteção .
O homem permanece à disposição da Justiça. O caso segue sob investigação.
