Mais um caso de estelionato foi registrado na região noroeste paulista e acendeu o alerta para golpes financeiros cada vez mais sofisticados. Uma comerciante de São José do Rio Preto perdeu mais de R$ 243 mil após ser vítima de uma fraude na tarde de sexta-feira.
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima recebeu uma ligação de um número que aparentava ser da Caixa Econômica Federal, instituição onde ela mantém uma conta jurídica. Como já havia recebido contatos anteriores do mesmo número, a comerciante acreditou que se tratava de um atendimento legítimo.
Durante a conversa, uma mulher que se apresentou como “Gisele” orientou a vítima a realizar uma suposta atualização de segurança em seu notebook. Seguindo as instruções, a comerciante executou os procedimentos solicitados. Segundo o relato, ela afirma que não forneceu senhas nem autorizou qualquer tipo de transação bancária.
No entanto, logo após encerrar a chamada, a vítima percebeu que diversas transferências e operações do tipo TED haviam sido realizadas sem sua autorização, resultando em um prejuízo superior a R$ 243 mil.
Assim que identificou a movimentação suspeita, a comerciante procurou imediatamente a agência bancária para contestar as transações e tentar bloquear novas operações. Em seguida, registrou a ocorrência junto à Polícia Civil, que passou a investigar o caso.
Golpes estão cada vez mais sofisticados
Casos desse tipo têm se tornado frequentes em diversas cidades do interior paulista, com criminosos utilizando técnicas de engenharia social — estratégia que consiste em ganhar a confiança da vítima para obter acesso a dispositivos ou dados bancários. Muitas vezes, os golpistas utilizam números que simulam contatos oficiais de instituições financeiras, o que dificulta a identificação da fraude.
A ocorrência foi registrada como estelionato, crime previsto no Código Penal Brasileiro, e a autoria ainda é desconhecida. As autoridades orientam que clientes nunca realizem procedimentos solicitados por telefone sem antes confirmar diretamente com o banco por canais oficiais.
O caso segue sob investigação.
