A Polícia Civil de São José do Rio Preto concluiu o inquérito que apurou um grave acidente ocorrido na Rodovia Washington Luís e indiciou um caminhoneiro de 58 anos pela morte do advogado Gláucio Rogério Gonçalves Gouveia, de 53 anos. O caso aconteceu no dia 20 de agosto de 2025, em um trecho que apresentava lentidão no trânsito devido a obras na pista.
Segundo as investigações, o motorista Aureliano Antônio Messias teria dormido ao volante antes de a carreta que conduzia colidir violentamente contra o carro da vítima, que trafegava pela faixa da direita. O impacto foi tão forte que o automóvel foi esmagado, resultando na morte do advogado ainda no local.
Laudo técnico descartou falha mecânica
Durante o depoimento à polícia, o caminhoneiro alegou que o acidente teria sido provocado por uma falha no sistema de freios do veículo. No entanto, perícia realizada pelo Instituto de Criminalística concluiu que o caminhão-tanque estava em boas condições de funcionamento, sem qualquer defeito mecânico que pudesse justificar a colisão.
Com base nas análises técnicas e nos depoimentos colhidos, os investigadores apontaram que a principal causa do acidente foi falta de atenção do motorista, que não percebeu a redução do fluxo de veículos à frente.
Crime foi classificado como homicídio culposo
O caso foi enquadrado como homicídio culposo na direção de veículo, quando não há intenção de matar. A legislação brasileira prevê pena que pode chegar a até quatro anos de detenção, além de possíveis sanções administrativas relacionadas à condução de veículos.
Agora, o processo segue para análise do Ministério Público, que avalia a possibilidade de oferecer ao motorista um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) — medida prevista em lei que permite evitar um processo criminal, desde que sejam cumpridas determinadas condições, como reparação de danos e confissão do crime.
Família busca indenização milionária
Paralelamente ao processo criminal, a família do advogado ingressou com uma ação judicial pedindo indenização de R$ 4,8 milhões contra o motorista e a transportadora responsável pelo veículo envolvido no acidente.
O pedido inclui reparação por danos morais e materiais decorrentes da morte da vítima, que era profissional atuante na região e deixou familiares e amigos profundamente abalados.
A investigação foi considerada concluída pela Polícia Civil, mas o caso ainda terá desdobramentos na esfera judicial.
