O psiquiatra e escritor Augusto Cury, um dos autores brasileiros mais vendidos de todos os tempos, resolveu entrar na disputa eleitoral. Em entrevistas e pelas redes sociais, ele se anunciou oficialmente como “possível pré-candidato à Presidência da República”, mas com uma condição inusitada: ele quer ser “contratado” por uma legenda.
Cury, autor de best-sellers como O Vendedor de Sonhos, afirmou que sua candidatura “só será possível se houver um partido que convide”. Em tom de carta aberta, ele pediu que as legendas procurem seu entorno para conversar. “Gostaria de ser procurado por partidos para podermos conversar sobre projetos e não sobre pessoas ou ideologias”, escreveu o psiquiatra.
Apesar do anúncio, o escritor fez questão de se distanciar do toma-lá-dá-cá da política tradicional. “Meu objetivo não é ser refém de nenhum partido, mas sim ser refém de um projeto para o Brasil dos nossos sonhos até 2050”, explicou na publicação. Ele avisou ainda que, “caso não haja essa abertura ao diálogo, a pré-candidatura não se viabilizará”.
Plataforma da “mente humana”
Com uma carreira que soma mais de 45 milhões de livros vendidos em 90 países, Cury aposta em seu conhecimento da psique humana como diferencial. Em sua carta-manifesto, o escritor defende que a política precisa ser pacificada e baseada em “boas ações”, citando seu estudo sobre a mente como ferramenta para melhorar a qualidade de vida dos brasileiros.
O lançamento oficial da pré-candidatura aconteceu em São Paulo, mas até o momento nenhum partido se manifestou publicamente sobre estar negociando com o psiquiatra. Aos 65 anos, Cury tenta migrar da influência literária para o centro do poder político, apostando em um discurso de conciliação em um ano eleitoral historicamente polarizado.
